Domingo, 15 de setembro de 2019 Edição nº 14821 16/09/2017  










SAFRA 2017/18Anterior | Índice | Próxima

Plantio autorizado a partir de hoje

MARIANNA PERES
Da Editoria

Tudo pronto para o início da nova safra de soja, em Mato Grosso. No que depender da legislação e dos produtores, tão logo caiam as primeiras, e generosas chuvas, as plantadeiras retomarão os trabalhos, desta vez semeando o ciclo 2017/18. Ainda sem precipitações suficientes para garantir umidade ao solo, a partir de hoje, com o plantio liberado, apenas áreas sob pivô central deverão dar a largada da nova temporada no Estado.

Como destacou a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja/MT), a autorização de plantio – que começou a vigorar a partir de hoje – sucede o fim do período de Vazio Sanitário que chegou ao fim ontem e corresponde a um período proibitivo de 90 dias, no qual fica proibida a existência de plantas vivas de soja nas lavouras do Estado. A colheita dessa nova safra se estende até abril do próximo ano.

O presidente da Aprosoja/MT, Endrigo Dalcin, acredita que os agricultores não começarão o plantio massivamente nesse final de semana. "O tempo ainda está seco na maioria das regiões produtoras do Estado. É preciso aguardar a regularização das chuvas para então iniciar o plantio", afirma.

De acordo com Naildo Lopes, produtor rural, agrônomo e conselheiro fiscal da Aprosoja/MT, o Vazio Sanitário surgiu para evitar a chamada ‘ponte verde’ que contribuía para a permanência de pragas e doenças nas lavouras, especialmente a ferrugem asiática. A existência das plantas mantinha durante todo o ano oferta de alimento e abrigo aos fungos da doença.

"A eficiência dos fungicidas, atualmente, está reduzida e a não presença de plantas vivas faz com que possamos ter chance de melhor produtividade com o menor uso de defensivos químicos", explica Lopes.

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) estima que a produção da safra 2017/18 em Mato Grosso será de 30,5 milhões de toneladas, em uma área de 9,4 milhões de hectares.

A vice-presidente Norte e coordenadora da comissão de Defesa Agrícola, Roseli Giachini, lembra que o produtor deve ficar atento ao Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para tomada de decisão sobre datas e cultivares a serem plantadas, devido a exigências para seguro agrícola.

Segundo Lopes, os agricultores devem se atentar, também, à qualidade das sementes que estão chegando às propriedades rurais. "O produtor tem 15 dias para reclamar a qualidade da semente, então precisa fazer o teste em canteiro ou em laboratório, com resultado em sete dias, para verificar germinação e vigor, principalmente. Além disso, precisa olhar o boletim de análise e a nota fiscal, conferindo o número do lote, pois é a garantia da semente que se está comprando. Uma boa semente é sinal de boa produtividade", afirma.



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