Sexta feira, 26 de abril de 2019 Edição nº 14820 15/09/2017  










OPERAÇÃO MALEBOLGE – 2Anterior | Índice | Próxima

Federal cumpre mandados na Assembleia

Gabinete de oito deputados foram alvos de agentes da Polícia Federal, ontem pela manhã

DINALTE MIRANDA/DC
Policiais federais amanheceram na frente do prédio da Assembleia Legislativa de Mato Grosso
KAMILA ARRUDA
Da Reportagem

A Polícia Federal cumpriu oito mandados de busca e apreensão na Assembleia Legislativa na manhã desta quinta-feira (14). A medida é fruto da Operação Melabolge, que representa a 12ª fase da Operação Ararah.

Os alvos foram os gabinetes dos deputados estaduais Ondanir Bortolini (PSD), o Nininho, Gilmar Fabris (PSD), Baiano Filho (PSDB), Silvano Amaral (PMDB), Wagner Ramos (PSD), Oscar Bezerra (PSB), Romoaldo Júnior (PMDB) e José Domingos Fraga (PSD).

As buscas duraram mais de sete horas. Os agentes federais vasculharam os gabinetes de ponta a ponta, incluindo o forro do teto. Foram apreendidos documentos e equipamentos eletrônicos como computadores e celulares.

Nenhum deputado alvo da ação apareceu na Casa de Leis durante as buscas. Além dos gabinetes, os policiais também fizeram buscas nas residências dos parlamentares.

Outros nove ex-parlamentares também foram alvos de mandados de busca e apreensão. Trata-se de Emanuel Pinheiro (PMDB), Luciane Bezerra (PSB), Ezequiel Fonseca, Hermínio Barreto, Luiz Marinho, Airton Rondina Luiz, o Airton Português, Alexandre César e Carlos Azambuja.

Todos foram citados pelo ex-governador Silval Barbosa (PMDB) em delação premiada firmada junto a Procuradoria Geral da Republica (PGR).

A operação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os mandados foram emitidos pelo ministro Luiz Fux, e teve como base a delação “monstruosa” do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

Todos os deputados alvos de busca e apreensão foram citados pelo peemedebista na delação. De acordo com Silval, desde a gestão de Blairo Maggi no Governo do Estado, os parlamentares recebiam propina para apoiar o Executivo, o chamado “mensalinho”.

Dos atuais deputados, foram beneficiados Romoaldo Júnior, Wagner Ramos, Baiano Filho, José Domingos Fraga e Gilmar Fabris. O ex-governador afirma que eram repassados aos parlamentares um valor mensal, que variava entre R$ 30 a R$ 20 mil, para obter apoio no Parlamento Estadual.

Oscar Bezerra, por sua vez, é acusado de ter cobrado propina para aliviar a barra de Silval na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), instaurada na Casa de Leis em meados do ano passado para apurar possíveis irregularidades nas obras da Copa do Mundo. De acordo com Silval, o socialista pediu R$ 15 milhões para não envolver o seu nome na investigação.

Já Silvano Amaral, teria recebido R$ 200 mil de propina para aprovação das contas de Governo, referentes a 2014.

Ao todo, 24 deputados, entre titulares e suplentes, que compunham a legislatura passada, teriam recebido propina. Pelo acordo, os parlamentares receberiam R$ 600 mil cada, divido em 12 parcelas. O caso ocorreu entre 2012 e 2013 e veio à tona no mês passado por meio da delação de Silval Barbosa.

INVESTIGAÇÃO - A Procuradoria Geral da República (PGR) decidiu investigar o presidente da Assembleia Legislativa (ALMT) Eduardo Botelho (PMDB), os deputados estaduais Zeca Viana (PDT), Wancley Carvalho (PV), Nininho (PSD). O inquérito é foi assinado pelo procurador Rodrigo Janot no último dia 08 de setembro.

A nova investigação é um desdobramento das delações do ex-governador Silval Barbosa e sua família, e do ex-chefe de gabinete Silvio César Corrêa, que revelou um esquema de cobrança de propina em vários contratos do Estado para comprar apoio dos deputados, além de pagar dívidas de campanha, entre 2006 e 2014.

O curioso é que o nome de Wancley Carvalho não tinha aparecido nas delações. Porém, com novos documentos anexados pelos delatores.

O prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) e o deputado federal Ezequiel Fonseca (PP) também serão investigados no inquérito.

Todos os processos estão sob a relatoria do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, responsável pelas homologações das delações no início de Agosto.

Vários outros inquéritos foram abertos para investigar um esquema de corrupção que se instaurou no governo do estado de 2006 a 2014.



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