Sábado, 16 de fevereiro de 2019 Edição nº 14820 15/09/2017  










ABATES DE BOVINOSAnterior | Índice | Próxima

Dados do IBGE dimensionam tamanho da crise no Estado

MARIANNA PERES
Da Editoria

Detentor do maior rebanho de bovinos, Mato Grosso foi o estado que mais registrou recuo no número de animais abatidos no segundo trimestre desse ano. Mesmo seguindo na liderança nacional, entre os estados que mais abatem gado, o último trimestre fechou com menos 81,95 mil cabeças abatidas no Estado.

Na comparação o recuo é de 7,1%, já que no segundo trimestre desse ano foram enviados aos frigoríficos 1,07 milhão de animais contra 1,15 milhão em igual momento do ano passado.

O período avaliado pelo IBGE – abril, maio e junho – refletiu o pico da crise da atividade no Estado, quando uma série de fatores externos à porteira, derrubou a rentabilidade do criador e até mesmo a demanda da indústria por animais. Ontem, ao divulgar a Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, o Instituto dimensionou o tamanho da crise atravessada pela pecuária estadual.

Conforme o IBGE, no 2º trimestre de 2017, foram abatidas 7,42 milhões de cabeças de bovinos, quantidade 0,3% maior que a registrada no trimestre imediatamente anterior e 3,1% menor que a do 2º trimestre de 2016.

O abate de 237,02 mil cabeças de bovinos a menos no 2º trimestre de 2017, em relação ao mesmo período do ano anterior, foi motivado por reduções em 15 das 27 unidades da federação. As quedas mais intensas ocorreram em Mato Grosso (-81,95 mil cabeças), Rondônia (-56,52 mil cabeças), Mato Grosso do Sul (-53,98 mil cabeças), Pará (-43,48 mil cabeças) e Maranhão (-17,81 mil cabeças). Já os maiores aumentos foram no Rio Grande do Sul (+23,71 mil cabeças), Paraná (+22,92 mil cabeças), Minas Gerais (+17,13 mil cabeças), Rio de Janeiro (+8,76 mil cabeças) e Santa Catarina (+6,78 mil cabeças).

O Mato Grosso continua liderando o abate de bovinos, com 14,5% da participação nacional, seguido pelo Mato Grosso do Sul (11,1%) e Goiás (10,6%).

A CRISE – Nesse segundo trimestre, a pecuária mato-grossense foi duramente atingida pelos impactos da Operação Carne Fraca e logo em seguida contabilizou perdas com o escândalo político que envolveu a maior indústria de carne bovina brasileira. Em ambos os episódios, as plantas frigoríficas em atuação no Estado reavaliaram suas operações e adotaram medidas que reduziram a necessidade delas por animais prontos ao abate, como também, alteraram a forma de pagamento aos criadores que passou de à vista para 30 dias, após a entrega dos animais.

Esse turbilhão de problemas, que só começou a melhorar na reta final de julho, impôs dura desvalorização à arroba e a consequente retenção de animais no pasto.

Em meados de agosto, o preço médio da arroba do boi gordo, em Mato Grosso, apresentou a primeira reação positiva, após uma série de quedas que vêm sendo registrada desde meados de março, quando foi deflagrada a Operação Carne Fraca. Depois de 11 semanas consecutivas, o preço da arroba à vista fechou o mês de julho cotada a R$ 114,99, em média no Estado. Na semana anterior, o preço adotado internamente ficou em R$ 114,70.

Atualmente, o mercado estadual ensaia recuperação. O abate de bovinos atingiu a marca 496,9 mil animais em agosto, maior volume mensal no ano. Em relação ao mês de agosto do ano passado, o abate registra alta de 25%, ante 397,8 mil animais. Na comparação com julho, o aumento foi de 18% sob 439 mil bovinos abatidos, até então o maior registro do ano.

Essa movimentação tem reflexo no mercado do boi gordo, com a recuperação do valor da arroba, que aumentou 10% no último mês e na semana passada chegou a ser cotada a R$ 135 em algumas praças no Estado.



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