Sábado, 14 de dezembro de 2019 Edição nº 14820 15/09/2017  










ALECY ALVESAnterior | Índice | Próxima

Não somos alienados

Que nós, brasileiros, somos um povo pacífico, isso é fato. Talvez até pacífico demais. Mas não somos alienados, não estamos alheios à realidade ou incapazes de analisar criticamente o que vem acontecendo no país.

Entretanto, estamos sendo obrigados a assistir políticos tripudiarem na nossa cara enquanto tentam desmentir imagens e provas da ganância financeira incontrolável. Ganância convertida em atos de corrupção que há décadas dilapidam o patrimônio público.

Esta semana vimos e ouvimos o nosso até outrora ilustríssimo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, desqualificar um de seus maiores aliados políticos, o homem de sua confiança. É, estamos falando do Antônio Palocci, o ex-ministro e ex-articulador de campanhas de Lula.

Palocci deixou de ser confiável e inteligente para torna-se mentiroso, simulador, frio e calculista na nova classificação do seu ex-best friend. Tudo porque ele resolveu não carregar sozinho essa culpa e compartilhou as acusações que vem sofrendo com quem e para quem trabalhava, ou seja, Lula.

Lula declarou que Palocci só citou seu nome para reduzir alguns anos de condenação. "Fiquei com pena disso", declarou o ex-presidente em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro, em Curitiba.

A acusação contra Lula inclui um desvio de R$ 300 milhões de obras públicas por meio da construtora Odebrecht. Esse montante estaria registrado na agenda do presidente da empreiteira, Emilio Odebrecht.

A resposta de Palocci veio rápida, por meio do seu advogado. "Enquanto estava em silêncio Palocci era inteligente e virtuoso; depois que resolveu falar a verdade passou a ser tido como calculista e dissimulado", declarou.

Confrontos à parte, a verdade é que sem provas não há condenação, e isso não vem acontecendo com Lula. Além dos anos de pena que já pegou em outros processos, das quais está recorrendo, claro, Lula tem uma fila de outras ações em andamento.

Aqui, em Mato Grosso, a coisa também não anda nada favorável aos políticos e gestores públicos, inclusive do Tribunal de Contas(TCE), o órgão que deveria fiscalizar e denunciar atos ilícitos praticados com uso do dinheiro público.

Eu até queria saber como os políticos vão desmentir as imagens nas quais aparecem recebendo dinheiro de assessor do ex-governador mato-grossense Silval Barbosa. Não vai ser fácil responder questões do tipo: Se o dinheiro era lícito, por que o ex-governador decidiu registrar a entrega em vídeo? Ou ainda: Por que não usaram contas bancárias para fazer as transferências ou doações?

Estamos esperando. Quero, ou melhor, preciso ser convencida que tudo não passou de invenções, mentiras dos acusadores que querem se livras das grades, para voltar a voltar e confiar na política brasileira.



ALECY ALVES é jornalista



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