Quarta feira, 24 de janeiro de 2018 Edição nº 14819 14/09/2017  










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Dois parlamentares de MT na CPI receberam da JBS

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem

Dos quatro parlamentares mato-grossenses membros da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga irregularidades nas negociações feitas entre a holding J&F e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), dois foram beneficiados pelo grupo JBS com doações na campanha eleitoral de 2014.

Trata-se do senador Wellington Fagundes (PR) e do deputado federal Victório Galli (PSC). Eles, inclusive, foram os políticos que mais e menos receberam doações dos irmãos Joesley e Wesley Batista, respectivamente.

No total, a JBS realizou doações eleitorais na ordem de R$ 3,9 milhões em 2014. Deste montante, quase metade foi destinada a Fagundes.

O senador recebeu cinco doações que totalizaram R$ 1,85 milhão, sendo duas da marca Seara - uma de R$ 200 mil e outra de R$ 250 mil. Outras três doações chegaram por meio da JBS S/A, sendo duas de R$ 500 mil e uma de R$ 400 mil. Todos os pagamentos ocorreram em cheques, mediados pelo diretório nacional do Partido Republicano (PR).

Já o menor valor doado foi para o deputado Victório Galli, de R$ 30 mil, intermediadas pelo diretório estadual do partido.

Além de Fagundes e Galli, outros 32 membros da CPMI teriam recebidos recursos da empresa como doação de campanha nas eleições de 2014.

A comissão apura se houve irregularidades nas operações da holding J&F, dona da JBS, com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), entre 2007 e 2016.

A suspeita é a de pagamento de propinas para obter financiamentos do banco. A comissão de deputados e senadores investigará também o acordo de colaboração premiada do Ministério Público Federal com executivos das empresas.

O grupo é dirigido pelos irmãos Joesley e Wesley Batista. Ambos estão presos por uso indevido de informações privilegiadas para fazer transações no mercado financeiro.

Conforme a delação premiada do executivo do grupo J&F, Ricardo Saud, as doações eleitorais feitas a políticos eram propinas disfarçadas, uma forma encontrada pela empresa para obter apoio do Legislativo quando fosse necessário.

Os senadores Cidinho Santos (PR) e José Medeiros (Podemos) também são integrantes da CPMI da JBS. Medeiros, inclusive, apresentou um requerimento pedindo a convocação dos ex-presidentes Lula e Dilma, ambos do PT, e do ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa (PMDB).

“Os fatos que envolvem os donos da JBS e os ex-presidentes petistas são gravíssimos e precisam ser apurados à exaustão. Os áudios de Joesley Batista, divulgados pela mídia nacional, trouxeram à tona detalhes de como Dilma e Lula foram informados sobre saldo de propinas de R$ 300 milhões para o Partido dos Trabalhadores. Portanto, a presença deles na CPI deverá esclarecer essa relação que eu considero no mínimo promíscua”, afirmou.

Quanto ao ex-governador Silval Barbosa, Medeiros afirma que pesam sobre ele a acusação de que os donos da JBS pagavam propinas para, em troca, receber incentivos fiscais em Mato Grosso. O fato já havia sido confirmado por Wesley Batista em sua delação, que afirmou ter pagado um total de R$ 30 milhões em propina ao ex-governador.

Até agora, cerca de 130 requerimentos já foram apresentados à CPMI.



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