Sábado, 23 de fevereiro de 2019 Edição nº 14806 24/08/2017  










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TJ nega liminar que impedia transferência de militares

Da Reportagem

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso negou uma liminar que tentava impedir a transferência dos policiais envolvidos no esquema de grampos ilegais para presídios federais. O mandado de segurança foi impetrado pela Associação dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar de Mato Grosso (Assof-MT).

A decisão foi proferida pelo desembargador Orlando Perri no último dia 08. Ele é o relator das investigações a cerca das interceptações telefônicas ilegais em Mato Grosso.

No dia 28 de julho, o desembargador encaminhou um ofício a Justiça Federal solicitando oito vagas em penitenciários federais para abrigar os militares detidos por suposto envolvimento no esquema de grampos ilegais.

A intenção de Perri é impedir que eles venham a interferir nas investigações sobre o caso de grampos ilegais. Isto porque, inspeção realizada nas unidades policiais que os oficiais estão alojados mostrou que os mesmos têm acesso a internet, telefone e até estão deixando o local no período da noite.

Além disso, encontra-se em salas equipadas com ar condicionado, TV de tela plana e frigobar. A vistoria foi realizada pelos juízes Geraldo Fidelis e Bruno D'Oliveira Marques, após denuncia anônima, e culminou na transferência do cabo Gerson Luiz Correa Junior para o Centro de Custódia de Cuiabá.

Além de Gerson, ainda segue preso o coronel Zaqueu Barbosa. Na última sexta-feira, Perri mandou soltar o ex-secretário da Casa Militar, coronel Evandro Ferraz Lesco e o ex-secretário adjunto do órgão, coronel Ronelson Barros.

Todos foram denunciados pelo Ministério Público na semana passada acusados de envolvimento no escândalo das interceptações telefônicas ilegais.

Eles vão responder pelos crimes de ação militar ilícita, falsificação de documento, falsidade ideológica e prevaricação, todos previstos na Legislação Militar. Todos os denunciados encontram-se presos até o momento.

O esquema foi denunciado à Procuradoria Geral da República pelo promotor de Justiça Mauro Zaque, ex-secretário estadual de Segurança. De acordo com ele, membros da Polícia Militar e integrantes do primeiro e segundo escalão do Executivo Estadual estariam se utilizando da máquina para fazer interceptações telefônicas irregulares por meio do sistema conhecido como “barriga de aluguel”.

Entre os grampeados estão adversários políticos, jornalistas, advogados, entre outros. Os números teriam sido incluídos em uma investigação sobre tráfico de drogas no município de Cáceres. (KA)



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