Segunda feira, 22 de abril de 2019 Edição nº 14806 24/08/2017  










DELAÇÃO MONSTRUOSAAnterior | Índice | Próxima

Líder do Governo questiona delação de Silval Barbosa

PABLO RODRIGO
Da Reportagem

O líder do governo Pedro Taques (PSDB) na Assembleia Legislativa (AL), deputado Dilmar Dal'Bosco (DEM), questionou a delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), que alega que houve um possível acordo entre o ex-governador e Taques durante as eleições de 2014. Para Dal’Bosco, Silval terá que provar na justiça o que diz.

“Hoje é muito fácil jogar pedra em uma vidraça. Muitas vezes crítica, acusam, mas as provas não aparecem. Ele terá que provar o que fala, já que delação virou moda no Brasil”, disse o deputado.

Dal’Bosco também diz que o assunto não é novo e que as contas do governador Pedro Taques foram aprovadas pela Justiça Eleitoral. "Esse assunto não é novo, o Alan Malouf já tinha falado e agora repetem de novo. Já está repetitivo isso. As contas de campanha do governador foram aprovadas pela Justiça", pontuou Dal’Bosco.

Para o deputado, o posicionamento do governo em rebater às acusações, demonstra seriedade e firmeza. “O próprio governador já se posicionou dizendo que não são verdadeiras as acusações do ex-governador Silval Barbosa de maneira firme e séria", complementa.

Em um dos trechos da delação de Silval, ele alega que o ex-prefeito Mauro Mendes (PSB) e o ministro Blairo Maggi (PP), o procuraram e pediram para que ele não buscasse recursos e apoio à candidatura do ex-vereador Lúdio Cabral (PT). Barbosa também diz que foram pedidos R$ 20 milhões para a campanha de Taques e que o compromisso seria de que ele não perseguiria a gestão Silval após vencer as eleições.

Por nota, o governo afirmou que não tem conhecimento do teor da delação de Silval, mas classificou como "ilações" e "leviandade criminosa", a citação de irregularidades em sua campanha de 2014.

"Quanto às ilações sobre eventuais doações eleitorais irregulares, trata-se de mais uma leviandade criminosa daqueles que se utilizam do instrumento legal da delação premiada para fazer vingança pessoal ou comércio para atender interesses outros. Pedro Taques reafirma o que já disse em outras situações: sua prestação de contas relativa à campanha eleitoral de 2014 foi aprovada pela Justiça Eleitoral por unanimidade", afirma a nota.

Já o ministro Blairo Maggi emitiu nota negando ter participado de qualquer reunião política em 2014. "Informo que jamais estive presente em reunião política junto com Silval Barbosa, Mauro Mendes e Pedro Taques, uma vez que não participei efetivamente das eleições de 2014, muito menos declarei apoio a qualquer um dos candidatos", diz trecho da nota.

"Por essa razão, reitero que não convoquei encontros para tratar de acordos que beneficiassem o ex-governador Silval Barbosa", complementa.

OPOSIÇÃO – Enquanto a base aliada do governo diz que a denúncia não afetará o governo, deputados da oposição aguardam provas para que possam buscar uma investigação dentro do Parlamento. Para o deputado estadual Alan Kardec (PT), o assunto já era conhecido nos bastidores políticos e que provas deverão aparecer. "Quem trabalhou na campanha sabe que Silval não fez esforço para apoiar o grupo do Lúdio mesmo tendo a Teté Bezerra que é do PMDB como vice. Agora estamos na expectativa que além da delação apareçam provas para que Assembleia Legislativa possa tomar as devidas providências, como CPI, afastamento", disse Kardec.



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· O governasdor tinha afirmado que seu ex-  - Wilson




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