Sábado, 17 de agosto de 2019 Edição nº 14805 23/08/2017  










ENOCK CAVALCANTIAnterior | Índice | Próxima

Roberto Turin aloprou

Meus amigos, meus inimigos: vejam que o Sr. Roberto Turin, cheio de empáfia, está expondo a categoria dos promotores de Justiça. Atuando como presidente da Associação do MP, o antes discreto promotor Turin parece que se sente com o rei na barriga e danou a falar bobagem, fazendo ataque irresponsável, já repudiado pela OAB, contra os profissionais da Educação.

Em meu blogue já tive o espanto de registrar o pagamento, a promotores, de quase R$ 200 mil, em um mês. Agora, quando o blogue do Alexandre Aprá expõe os 500 mil pagos ao juiz Mirko Tô Nem Aí Gianotte, vemos que supersalários, no Judiciário, se tornaram prática abusiva, viabilizando a vida de nababo de uns poucos às custas da maioria assalariada.

Parece que o Sr. Turin aloprou e sugere que os profissionais da Educação não teriam padrão para receber o mesmo que um membro do MP. Ora, sempre destaquei o trabalho do Dr. Turin mas olhem para a maioria do MP que temos em MT: são profissionais quase anônimos, que não fedem nem cheiram, pesando pouco na depuração das instituições e para o aperfeiçoamento das relações sociais.

Vejam o argumento torto do Dr. Turin: os promotores têm que ser “muito bem remunerados” por conta da gama de atribuições que exercem. “A carreira do MP impõe enfrentamentos que outras carreiras não possuem. Enfrentamos o crime organizado, a corrupção, o poder político e econômico, na defesa da criança, do idoso, do meio ambiente e da probidade administrativa”.

Como se os professores, nas escolas maltratadas do Estado e dos municípios, não tivessem enfrentamentos tão duros. As escolas são palcos de luta diária contra o crime organizado, notadamente o tráfico de drogas, que procura, desde cedo, submeter nossos jovens ao seu domínio. Olhem para as mobilizações do Sintep contra os desmandos da administração, e verão que são esses trabalhadores corajosos que enfrentam cotidianamente os males provocados pela corrupção, pelo patrimonialismo que marca nosso Estado, enquanto dondocas e “gênios” do Ministério Público vivem a se gabaritar nas butiques, nas academias de ginásticas, sonhando com corpos marombados, viagens para o exterior, mansões nos Florais, tudo bancado pelos penduricalhos que sua casta arranca dos cofres públicos.

Compare o salário do Dr. Turin com o salário do cego professor Gilson Romeu, dirigente do Sintep/Cbá, e vejam quem é que está na batalha para favorecer mais decididamente a vida do povo pobre. Olhe-se no espelho, Dr. Turin. Reconheça os privilégios de sua categoria e tenha a humildade de compreender que um outro mundo é possível.



ENOCK CAVALCANTI, jornalista e blogueiro, é editor de Cultura do Diário



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