Domingo, 21 de julho de 2019 Edição nº 14805 23/08/2017  










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Prós reforçam pressão contra Tasso

RENAN TRUFFI e IGOR GADELHA
Da Agência Estado - Brasília

Aliados do senador Aécio Neves (MG) e ministros tucanos do governo Michel Temer intensificaram a pressão pela saída do presidente interino do PSDB, Tasso Jereissati (CE). Já há tucanos que pedem abertamente a destituição do senador cearense.

Na segunda-feira à noite, em um jantar, a sucessão na sigla foi discutida. Participaram do encontro Bruno Araújo (Cidades), Antônio Imbassahy (Governo), o governador de Goiás, Marconi Perillo, e deputados, entre eles o anfitrião, Giuseppe Vecci (GO), vice-presidente nacional da legenda cotado para substituir Tasso.

Mais cedo, o deputado Marcus Pestana (MG), aliado de Aécio, defendeu a saída do presidente interino e disse que, se o senador permanecer no cargo, o partido sairá mais dividido. "Infelizmente caminhamos para um impasse. Tasso agiu por seis vezes em curto espaço de tempo contra a posição majoritária. Agora, ou ele se afasta e prevalece a visão da maioria, ou ele fica e o partido saí esfacelado do governo", afirmou.

Mesmo pressionado, Tasso Jereissati deve continuar no cargo. Entre seus apoiadores, a avaliação, por ora, é de que sua saída implicará aproximação ainda maior com o governo.

ESTRATÉGIA

O Palácio do Planalto incentiva a estratégia articulada por Aécio, presidente licenciado, para destituir Tasso. Embora Temer negue interferência em "assuntos internos" dos tucanos, Tasso é visto com muita desconfiança e sua permanência no comando do partido tem sido considerada desagregadora. Tasso defende a saída do governo e foi o responsável pelo vídeo do PSDB que critica o "presidencialismo de cooptação".

Escancarada na semana passada, com três reuniões entre Temer e Aécio, a articulação para esvaziar o poder de Tasso não é de hoje, mas ficou mais forte após a divulgação do programa do partido. Tasso assumiu o comando do PSDB, em caráter provisório, depois que Aécio foi atingido pelas delações da JBS.



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