Sábado, 21 de julho de 2018 Edição nº 14798 12/08/2017  










PREVIDÊNCIAAnterior | Índice | Próxima

Fazenda quer que reforma seja discutida primeiro

EDUARDO LAGUNA
Da Agência Estado – Brasília

Num momento em que se debate a ordem de votação das reformas e que parte do governo considera a tramitação simultânea das medidas estruturais, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Eduardo Refinetti Guardia, defendeu ontem que se dê prioridade à da Previdência. "Se atacarmos todas as grandes reformas de uma vez, não vamos aprovar nada ... Precisa ter uma ordem", disse Guardia, ao defender a votação, primeiro, da proposta de emenda constitucional que muda as regras de aposentadoria. "Não adianta discutir a reforma tributária e deixar a reforma da Previdência para trás."

Durante participação em seminário organizado pela Internews na capital paulista, o secretário destacou o quadro "no mínimo desafiador" das finanças públicas e alertou que, se nada for feito, os gastos primários do governo vão evoluir para 25% como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) nos próximos dez anos, ao invés dos 15% almejados com a implementação da reforma da Previdência.

Caso as regras de aposentadoria não sejam alteradas, o regime que estabeleceu um teto às despesas públicas deixará de ser realista, frisou Guardia. Segundo ele, o País não só vai agravar o problema fiscal no curto prazo como terá maior pressão de elevação de impostos. Ele salientou que a carga tributária precisaria ser elevada entre 9% e 10% como proporção do PIB para cobrir o rombo deixado pela Previdência Social.

"Essa reforma da Previdência, mesmo que não resolva tudo, garante relativa estabilidade dos gastos nos próximos anos", comentou o secretário, após mencionar que as despesas previdenciárias no Brasil, de quase 13% do PIB, são proporcionalmente superiores às de países com população mais idosa, como Japão e Alemanha.

"Aprovada a reforma da Previdência, é importante ter uma agenda que nos leve à reforma tributária. Mas a prioridade deste momento, em nosso entendimento, é a aprovação da reforma da Previdência. Sem ela, temos dificuldade até para discutir a reforma tributária", comentou Guardia.



Anterior | Índice | Próxima

Comentários Deixe aqui sua opinião sobre esse assunto




18:00
17:56 Juiz manda Taques apagar publicações no Facebook
17:50 Na TV, Taques volta a ironizar aliança DEM-MDB
17:47 Júlio e Bezerra rebatem Pedro Taques
17:46 Governo deve desbloquear R$ 666 milhões do Orçamento


17:46 Mauro diz que Taques quer ‘queirmar’ MDB
17:45 Ministro do STJ nega pedido a Lula
17:45 Programa de governo do PT prevê reforma do Judiciário
17:44 Geraldo Alckmin dá largada simbólica
17:44 Ciro lança candidatura e acena à esquerda
Cuiabá
Min: 18°
Max: 36°

TOPO | PRIMEIRA PÁGINA | ÚLTIMAS NOTÍCIAS | POLÍTICA | ECONOMIA | CIDADES | POLÍCIA | ESPORTES
BRASIL | MUNDO | DC ILUSTRADO | CUIABÁ URGENTE | EDITORIAIS | ARTIGOS | AZUL | TEVÊ | E-MAIL
Diário de Cuiabá © 2018