Quarta feira, 13 de dezembro de 2017 Edição nº 14798 12/08/2017  










TRANSGRESSÃO DISCIPLINAR Anterior | Índice | Próxima

Dois policiais militares são demitidos

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem

Dois policiais foram demitidos da Polícia Militar de Mato Grosso por transgressão disciplinar. As duas portarias prevendo as exonerações foram publicadas, ontem, no Diário Oficial do Estado (DOE) e está assinada pelo comandante geral da PM, coronel Marcos Vieira da Cunha.

Foram excluídos o soldado Renato Carradine de Souza e o cabo Reinaldo Jorge Magalhães. Segundo o comando da PM, eles violaram os valores éticos, morais, deveres e obrigações previstos nos artigos 12 e 13 do Regulamento Disciplinar da instituição. Eles foram presos em agosto de 2015, após investigação feita pela Corregedoria que comprovou que eles cobravam a quantia de R$ 5 mil para liberar traficantes e R$ 10 mil para liberar criminosos que eram pegos com porte ilegal de arma de fogo.

Em 2015, Carradine e Magalhães foram presos suspeitos de obterem vantagens financeiras para soltura de dois traficantes do bairro Santa Isabel, em Cuiabá. As prisões preventivas foram decretadas, após a Justiça considerar “fortes indícios” da exigência de propinas valoradas entre R$ 5 mil a R$ 10 mil para que os ex-militares “desistissem” de prender grandes traficantes de drogas.

Eles exigiriam ainda, de acordo com os autos, mais R$ 10 mil para liberação de porte ilegal de armas e permitia que fornecimento de drogas, por terceiros, continuassem a ocorrer após o flagrante policial.

Ambos foram enquadrados no crime de concussão, que é o ato de exigir para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida.

Desde que a dupla foi presa, eles tentaram algumas vezes a obtenção de Habeas Corpus, porém os pedidos foram negados. Os dois só conseguiram a liberdade em 2016. A ação contra eles ainda está ainda encontra-se em tramitação. Porém, com base no inquérito policial militar (IPM) realizado pela corregedoria e provas colhidas durante os trâmites, ficou provada a culpa deles, e o comandante geral assinou a exclusão do cabo e soldado por violar os valores éticos da instituição.

Nas portarias, o coronel determina ainda o imediato recolhimento da identificação funcional, do fardamento e dos apetrechos que pertença a Fazenda Pública Estadual e que estejam sob a posse de Carradine e Magalhães. Também designa que a Diretoria de Gestão de Pessoas, por meio da Coordenadoria de Provimento, Desenvolvimento, Manutenção e Gerência de Manutenção, adote as providências para excluir ambos da folha de pagamento.



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