Domingo, 20 de agosto de 2017 Edição nº 14798 12/08/2017  










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Temer visita o Brasil que dá certo

Em Lucas do Rio Verde, presidente visita colheita de algodão e inaugura primeira usina de etanol do país a operar 100% com milho

AGÊNCIA BRASIL
Presidente Michel Temer observa do helicóptero área de plantação na região de Lucas do Rio Verde
MARIANNA PERES
Enviada a Lucas do Rio Verde

O presidente da República, Michel Temer, disse ontem, que Lucas do Rio Verde, município a 360 quilômetros ao norte de Cuiabá (MT), é exemplo do Brasil que dá certo, onde há investimentos, geração de empregos e união entre iniciativa pública e privada. O presidente participou ontem pela manhã da inauguração da primeira usina de etanol do país a operar 100% com milho. Antes, ele fez a abertura simbólica da colheita do algodão, na fazenda Bela Vista, acompanhado do ministro da Agricultura, Blairo Maggi e do governador do Estado, Pedro Taques, cumprindo sua primeira agenda em Mato Grosso, desde que assumiu a presidência.

Conforme o presidente, “Lucas é exemplo do Brasil real, que prospera e desenvolve, que graças à criatividade e dos investimentos realizados na região, o milho deixou ser usado apenas para fazer fubá e hoje é matéria-prima para geração de energia limpa e de óleo combustível. “Brasil prospera e confia no governo. A sensação que levo de Lucas e de que ha confiança na condução da atual política pública, em razão de um investimento como esse de R$ 450 milhões, aplicados para tornar esse empreendimento real”. Ao remeter à colheita do algodão, ele disse ainda que o Brasil avança no agro e no campo tecnológico. “O que vi aqui foi a pujança do campo, e é isso que devemos celebrar”.

PLEITOS - O governador do Estado, Pedro Taques, reforçou a necessidade de o governo federal, juntamente com a iniciativa privada, reforçar a logística estadual, já que o potencial produtivo é crescente. “Logo em breve os portos do Norte do país não irão dar mais sustentação e viabilidade à movimentação da produção de Mato Grosso, por isso precisamos que a Fico e a Ferrogrão, saiam do papel e atravessem a nossa principal região produtora, aqui na BR-163. Estamos chegando a um momento aqui e Lucas do Rio Verde e região, onde começa a surgir o desemprego estrutural, por falta de estratégias infraestruturas que avancem junto com o agronegócio”.

Ele disse que todos os seis governadores que formam a Amazônia Legal, estão entusiasmados com as reformas no Brasil, pois há uma postura de facilitar investimentos e não barra-los. Ele elogiou a condução que levou à reforma trabalhista e pediu aceleração na conclusão da reforma da previdência. “Tenho certeza que o presidente Temer vau fazer todas as reformas que o pais precisa, porque aqui em Mato Grosso não choramos, senhor presidente, vendemos lenços para os outros chorarem”.

Sobre a reivindicação do governador Pedro Taques sobre os projetos logísticos, Temer foi bem discreto, não citou os investimentos, mas assegurou ao governador que os projetos serão ‘tocados, mas que ele tem em mente a participação da iniciativa privada’.

Taques puxou o coro dos governadores que formam a Amazônia Legal, que participaram até ontem de um encontro em Cuiabá (MT), que reuniu os governadores do Amazonas, Pará, Tocantins, Mato Grosso, Rondônia, Roraima, Maranhão e Amapá. “Fiz questão de trazer os governadores, porque cada melhora em infraestrutura para o escoamento da produção impacta positivamente para todos esses estados”.

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, lembrou que há menos de 15 anos, a produtividade das lavouras de algodão eram de cerca de 150 arrobras por hectare e agora, “nessa lavoura que o senhor acabou de colher, a produtividade não deverá ser inferior a 350/360 arrobas, o que demonstra a capacidade e o emprenho do produtor mato-grossense em fazer o Brasil dar certo”.

BALANÇO - Prestes a completar 15 meses de gestão, o presidente da República, Michel Temer, garantiu que o país irá recuperar o grau de investimento. Como argumentou, ao assumir o cargo o Brasil estava com 470 pontos negativos, conforme análises das agências de risco, e que hoje já está em outro patamar, o de 195 pontos positivos. “Vamos recuperar o grau de investimento e tomar o risco Brasil, que já caiu sensivelmente e vamos recuperar o nível de investimento”. o Isso mostra que tudo que fizemos nesses 15 meses, nunca foram feitos em 15 anos.” Com grau de confiança para investimentos no país, o que gera a atração de recursos, o presidente espera ampliar mais sua parceria com a iniciativa privada. Em discurso no município de Lucas do Rio Verde, norte de Mato Grosso, Temer aproveitou um público de cerca de 600 pessoas, que o aplaudiram o tempo todo, para fazer como ele mesmo disse “uma propaganda do meu governo”.

Ele citou a importância do agronegócio na formação do produto Interno Bruto brasileiro. “Fechamos negativo {-3}, mas o agro cresceu 4%, mostrando que nossa economia passa pela força desse setor”.

Ainda em tom de balanço e propaganda, o presidente ressaltou outros ganhos macroeconômicos, como a redução da inflação e da taxa de juros. “Quando assumi, nossa inflação estava em 10% e hoje está acumulada em 2,7%, abaixo da meta, que é 3%. Outro indicador de um governo ousado, é a queda da Selic, que há 15 meses estava em 14% ao ano, e como ele frisou, deve fechar 2017, entre 7% e 7,5%.

A vontade diante de um público de cerca de 600 pessoas – em grande parte formada por produtores rurais e empresários ligados ao segmento – e que o saudou com palmas em vários momentos de seu discurso, o presidente Michel Temer, declarou que seu governo não é apenas ‘corajoso’ e sim um governo ‘audacioso’. Ele disse que foi capaz de fazer reformas e mudanças que nunca antes haviam sido praticadas, e que foi audacioso, ao fazer por exemplo, a reforma trabalhista, lutar pela reforma da previdência e ainda lembrou da reforma do ensino médio.

Outro ponto destacado foi o avanço na questão da demarcação de terras indígenas, que hoje tem um rito a ser seguido, por instruções que estavam há quase duas décadas paradas.

Ao final, se disse muito animado, ‘e que no sentido literal da palavra quer dizer alma’, refletia exatamente o que ele estava sentindo, “estava com a alma incendiada porque Lucas do Rio Verde é o exemplo a seguir seguido e que seu desafio a frente da Presidência é debelar a recessão e gerar desenvolvimento.



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