Domingo, 22 de abril de 2018 Edição nº 14777 15/07/2017  










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Cenário aponta redução da produção nacional de grãos

Da Redação

A produção de grãos na safra 2016/17 pode chegar a 237,2 milhões de toneladas, com um aumento de 27,1% ou 50,6 milhões de toneladas frente as 186,6 milhões de t da safra passada. Os dados são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Apesar de o cenário ainda ser de grande volume de produção, em médio e longo prazo a tendência é de contração e redução da atividade agrícola brasileira. O alerta é do presidente da Aprosoja Brasil, Marcos da Rosa.

Segundo ele, uma série de situações comprova esta tese, a começar pela redução do volume de crédito rural disponibilizado pelo governo federal para a safra. A safra 2016/17 contou com R$ 161,3 bilhões para custeio, investimento e comercialização, 5,4% a menos do que os R$ 165,9 bilhões da safra 2015/16. “O governo federal já deu sinais claros de que vai começar a cortar equalização de recursos, tendo em vista, principalmente, a PEC do teto de gastos da União”, afirma.

Outro fator importante apontado pelo presidente da Aprosoja Brasil é o ciclo de queda do preço das commodities agrícolas. Neste cenário, a oferta acompanha a tendência e cai, e assim os preços devem se regular.

Marcos da Rosa diz ainda que a regulamentação do Código Florestal tende a reduzir a área plantada ao passo que a sociedade e a indústria pressionam pela moratória da soja no bioma Cerrado. “O Ministério do Meio Ambiente vai também regulamentar o Programa de Regularização Ambiental das propriedades. Vale lembrar que Mato Grosso é campeão na indicação de produtores no Cadastro Ambiental Rural que querem se regularizar”, comenta.

O presidente da Aprosoja acrescenta que exigências para financiamento dos produtores rurais estão sendo aumentadas, restringindo o acesso a financiamentos para o plantio da safra.

“O cenário aponta para redução da área e redução da produção. O celeiro do mundo está ameaçado. A comida pode ficar mais cara para o consumidor e os mercados externos terão de disputar nossos produtos. Para os produtores pode ser positivo. A oferta vai ser limitada e os preços vão subir”, afirma.



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