Sexta feira, 21 de julho de 2017 Edição nº 14777 15/07/2017  










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Selma Arruda diz que é ‘descabida’ denúncia da OAB na ‘Ouro de Tolo’

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem

A juíza Selma Rosane de Arruda, responsável pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá, classificou como “descabida” a denúncia da Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso (OAB-MT), a qual afirma que houve “barriga de aluguel” durante a investigação da Operação Ouro de Tolo, que culminou na prisão da ex-primeira-dama do Estado Roseli Barbosa.

No mês passado a entidade encaminhou uma denúncia ao Tribunal de Justiça, onde apontou que a magistrada autorizou a interceptação telefônica não só de Roseli Barbosa como do ex-governador Silval Barbosa e outros familiares.

A ex-primeira-dama de Mato Grosso estava sendo investigada sob suspeita de liderar um esquema de desvio de dinheiro público durante o período em que comandou a Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas). Segundo a denúncia do Gaeco, ela ficava com 40% do dinheiro desviado através de instituições sem fins lucrativos de fachada.

A juíza Selma Arruda foi acusada pela OAB de ter ser sida induzida a erro pelos promotores do Gaeco e ter se utilizado da modalidade barriga de aluguel, uma vez que Silval Barbosa e os três filhos do casal também foram grampeados.

Conforme a notícia-crime, os quatro não eram investigados na operação, portanto, tiveram o sigilo telefônico violado criminalmente.

“A suspeita da OAB é absolutamente descabida. O que ocorreu na ocasião é que o Gaeco me solicitou a intercepção de alguns terminais telefônicos que eram de uso da senhora Roseli Barbosa. A senhora Roseli era o alvo da investigação e, portanto, eles indicaram, não lembro se quatro ou se cinco números de telefones que ela faria uso. Eu deferi a interceptação desses números e esses números foram ouvidos. Alguns foram úteis para a investigação e outros não”, conta a magistrada.

De acordo com ela, é natural nos pedidos de interceptações telefônicas indicarem vários números para uma mesma pessoa.

“É absolutamente comum para quem trabalha nesta área criminal receber pedidos de interceptação telefônica de pessoas com indicação de mais de um número que esta pessoa usa, porque quem esta cometendo algum crime ou está sendo investigado dificilmente se utiliza do próprio telefone quando ele quer falar sobre coisas que não quer que sejam descobertas. Então é comum que se utilize de telefones que estejam em nome de terceiras pessoas. Isso não é nenhuma novidade”, explica.



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