Segunda feira, 25 de setembro de 2017 Edição nº 14777 15/07/2017  










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Tatiane também disse que teve grampo em eleição da OAB

Da Reportagem

A publicitária Tatiana Sangalli disse em seu depoimento prestado ao delegado Flávio Stringueta que o ex-secretário da Casa Civil Paulo Taques teria utilizado interceptações telefônicas clandestinas durante as eleições da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) em 2012.

De acordo com Sangalli, Paulo Taques, que apoiava a candidatura do então candidato José Moreno na chapa "A OAB É Muito Mais", teria montando o esquema para obter informações privilegiadas dos outros concorrentes.

"Durante a campanha para a eleição de presidente da OAB-MT de 2012, a depoente ouviu em conversas das quais Paulo Taques participava que havia gravações clandestinas aparentemente de telefones; que a depoente ouvia as pessoas dizerem que já sabiam dos passos do adversário antecipadamente, pois já tinham ouvido em gravações; que a depoente se recorda também que inclusive seus próprios passos eram antecipados por Paulo Taques, se recordando que em uma viagem que fez a Brasília para participar de um aniversário Paulo Taques sabia de coisas que a depoente não havia lhe dito", diz trecho do depoimento dado nesta quinta-feira (13)

A chapa ficou em segundo lugar, perdendo para a candidatura de Maurício Aude.

Por meio de nota, o advogado José Moreno disse que Paulo Taques nunca participou de sua campanha e que não compactua com os grampos clandestinos. “O advogado Paulo Taques jamais participou de nenhuma das minhas coordenações de campanhas, seja nas eleições de 2012, seja nas eleições de 2015; não compactuo com procedimentos ilegais, repudiando veementemente a prática de uso de grampos telefônicos contra quem quer que seja; tal expediente fere a democracia, a dignidade, a privacidade e atenta contra toda a sociedade; espero que os fatos sejam devidamente apurados, e os culpados, punidos de forma exemplar”, diz a nota.

Já o ex-presidente da OAB Maurício Aude disse em sua rede social que cobrará da Ordem que apure o caso e o mantenha informado. Caso confirmado o grampo, Aude diz que tomará medidas judiciais. “Registro publicamente que solicitarei à OAB-MT que me mantenha informado acerca de tudo o quanto for desvendado pelas investigações, a fim de que - se for o caso - tome eu as devidas e enérgicas medidas judiciais contra quem de direito”, pontuou.

A nossa reportagem tentou entrar em contato com o ex-secretário Paulo Taques, porém, as nossas ligações não foram atendidas.

Por meio de nota, a OAB disse que solicitará o depoimento de maneira oficial e encaminhar ao Tribunal de Ética para averiguação da conduta de Taques. (PR)



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