Sexta feira, 21 de julho de 2017 Edição nº 14777 15/07/2017  










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Publicitária diz que Paulo Taques fez arapongagem em 2012

PABLO RODRIGO
Da Reportagem

A publicitária Tatiane Sangalli, que teria tido um caso extraconjugal com o ex-secretário da Casa Civil Paulo Taques, disse em seu depoimento como testemunha no caso do “escândalo dos grampos” que está sob investigação na Polícia Civil, que desde 2012 Paulo Taques gravou por meio de arapongagem uma conversa do juiz eleitoral André Gahyva com uma pessoa não identificada, que fazia parte da coligação do ex-prefeito de Lucas do Rio Verde Otaviano Pivetta, durante as eleições de 2012, através de uma “caneta espiã”.

"Que a depoente presenciou levarem um áudio para o referido imóvel para melhorar a sua qualidade; que o referido áudio se tratava de uma conversa gravada entre o juiz André Gahyva e uma pessoa de quem a depoente não se recorda, porém era alguém ligado à coligação de Otaviano Pivetta; que a depoente também se recorda que, para conseguirem esse áudio, ouviu dizer que usaram um funcionário de um lava-jato que teria lavado o carro do juiz e aproveitando assim para colocar uma caneta espiã; que a depoente chegou a ouvir o áudio, quando estavam tentando melhorar a sua qualidade, e afirma que o áudio que foi publicado teve uma parte 'cortada'", diz trecho do depoimento de Tatiane Sangalli.

Tatiane também disse que durante o pleito daquele ano a equipe de Paulo Taques prestou serviços jurídicos para Pivetta e teria montado esse "escritório clandestino" no município.

"Que a depoente acompanhou Paulo Taques até a cidade de Lucas do Rio Verde, onde acompanharam praticamente toda a campanha eleitoral; que ficaram hospedados no Hotel Mandino, porém o escritório de Paulo Taques funcionou no Hotel Odara; que a depoente também se recorda que havia um outro imóvel, porém não se tratava de um hotel, e se recorda também que era um sobrado, onde a depoente viu vários computadores com fones de ouvido", disse Tatiane Sangalli.

Na época (2012), o juiz eleitoral André Gahyva chegou a pedir seu afastamento do cargo por conta da divulgação de um áudio pela imprensa. No mesmo dia o corregedor Regional Eleitoral de Mato Grosso, desembargador Gerson Ferreira Paes, determinou a abertura de uma apuração para investigar as denúncias envolvendo o juiz.

De acordo com a denúncia da época, a gravação seria entre Gahyva e o candidato a prefeito em Lucas do Rio Verde pelo PMDB Rogério Ferrarin, para supostamente armar contra o postulante concorrente, o ex-prefeito Otaviano Pivetta. E não entre o juiz e alguém da coligação de Pivetta, como Sangalli disse.

Em dezembro de 2014, o pleno do Tribunal de Justiça instaurou um procedimento administrativo disciplinar (PAD) para investigar a conduta do juiz Gahyva.



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