Sábado, 21 de setembro de 2019 Edição nº 14761 23/06/2017  










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Mapa diz que reação não põe consumo em risco

Da Editoria

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, garantiu, que a reação à vacina não oferece risco à saúde pública, ao ser questionado sobre sinal (caroço) encontrado em carne exportada aos Estados Unidos. Como ele reafirmou, o Mapa, preventivamente, suspendeu a certificação sanitária do SIF (registro do Serviço de Inspeção Federal) dos embarques de frigoríficos citados pelo país e trabalha para prestar todos os esclarecimentos e correções no sentido de normalizar a situação. “O mecanismo de auto suspensão é acionado como estratégia para facilitar o retorno das exportações”.

Maggi admitiu que poderá ser aberta investigação para analisar se o problema detectado na carne exportada para os EUA foi causado pela vacina. “Mas, se for nesse caminho, e nós vamos ter que abrir investigação para saber até onde a acusação contra a vacina é verdadeira, não se resolve de um dia para o outro”, afirmou.

Blairo Maggi garantiu que o Ministério já cobrou providencias das empresas. “As providências, basicamente, devem ser tomadas pelos frigoríficos". Para o ministro, a melhor forma de evitar é fazer a correção no momento da limpeza do produto. Segundo ele, o ministério já cobrou providências das empresas, que devem cumprir a vontade do mercado.

Em entrevista ontem, o presidente do Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Mato Grosso (Sindifrigo), Luiz Antônio de Freitas, disse que apesar de toda a fiscalização que é feita pós-abate, as marcas que indicam a reação à vacina podem não estar visíveis. “Caso a aplicação da dose seja mais profunda, agindo de forma intramuscular, não é possível detectar qualquer nódulo ou indício de reação à vacina, mesmo sob inspeção”.

O presidente do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea/MT), Guilherme Nolasco, disse que há uma determinação do Mapa para que as doses passam de 5 ml para 2 ml. “Seria uma maneira de reduzir e evitar reações”. A medida, porém, não está em vigor ainda.

O diretor-técnico da Acrimat, Francisco de Sales Manzi que é médico veterinário, conta que o pedido de redução da dose da vacina contra febre aftosa foi feito com base em estudos técnicos que comprovam que a circulação de um dos três vírus que compõem a vacina inexiste no continente, sendo desnecessária a trivalência. “A retirada deste componente implicará na redução do volume da dose, uma possível redução no custo, maior facilidade de armazenamento e, principalmente, redução na reação que o medicamento produz. Porém, também será necessário realizar um trabalho de conscientização do produtor para explicar a alteração”. (MP)



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