Sexta feira, 22 de março de 2019 Edição nº 14760 22/06/2017  










ELESBÃO MORENO DA FONSECAAnterior | Índice | Próxima

Sinais exteriores da cleptocracia

Ao longo da história recente do país, excerta-se aqui ou ali, fatos, atos e falas que indicam estar o país na trilha da bandalheira, da diferenciação entre os seus cidadãos. Neste site (http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/01/1852782-caricatura-de-si-mesmo-janio-viveu-em-um-desfile-de-ironias.shtml) verifica-se que um dos arautos da moralidade, o Sr. Jânio da Silva Quadros morreu nos braços da construtora Andrade Gutierrez que pagou a conta da sua hospitalização derradeira. Sob que interesse, não há explicação. Collor eleito partiu para uma viagem em jatinho particular para as ilhas Seychelles. O custo da viagem foi levantado por um jornal. Questionava a oportunidade e a legalidade da viagem. Nada.

Quando Lula, numa entrevista em Paris declarou que as campanhas políticas no Brasil eram assim mesmo, admitindo dinheiro por fora, houve burburinhos, comentou-se, falou-se, mas, nada. Ficou na conta de uma peraltagem de um político travesso. O país fez cara de paisagem. O eterno líder de qualquer governo, Romero Jucá, declarou, rasteiramente, que, em outras palavras, ou a suruba seria generalizada ou implantava-se a moralidade para todos. Veredicto já verbalizado por outros personagens em outros tempos. Assim é a mátria amada, mais usada do que amada. O líder do governo parece ser o detentor da confiança de quem quer que adentre o Planalto. Dar-se a impressão de que se ele for para a Coreia do Norte, será líder do governo, numa alegre e divertida sina. Não surge nenhum outro líder com capacidade de articulação. Estranho e antidemocrático.

As delações dos recentes personagens envoltos em roubalheiras com políticos laureados mostram-nos, melhor, confirma desconfianças cultivadas já de há muito. Fortunas que brotam da noite para o dia tão logo os mandatos se iniciam. Os bancos de fomento incentivando, ao arrepio do capitalismo de competição, monopólios gigantescos. Roberto Campos, mato-grossense ilustre e sábio, deve estar se contorcendo no tumulo. Ao fomentar monopólios sufoca-se brasileiros outros com vontade e capacidade de fazer, de vencer.

São, porém, infelizmente, despossuídos das amizades de políticos. Sem possibilidades de falar com algum alto mandatário sequer pela agenda oficial. Imagine se poderá conversar, sorrateiramente, escondido pela escuridão da noite, com nome falso com algum presidente de plantão. Ou algum outro de menor escalão. Criamos, por conivência, pela ausência de atitudes não carnavalescas, mas firmes, a República dos Conchavos, República das Reuniões Herméticas. Na reforma trabalhista há um mantra sendo entoado que, seria interessante, fosse esclarecido. É a questão do acordado sobre o legislado. A mim, leigo, se me configura ser o estupro da constituição, do estado de direito. Ajudem-me nesse raciocínio comparativo. Fosse valido isso para a esfera criminal, se alguém acordar com outrem para lhe tirar a vida fica valendo o acordo, não haverá interferência do estado?

Voam milhões de um lado para outro das mãos de empresários para políticos que se deleitam em detrimento de saúde, educação e outros, muitos outros problemas. Estamos a ver nascer uma categoria de políticos que, com as devidas e honrosas e, pelo visto, minoritárias exceções, podem ser classificados como homo cleptus e eles julgam sermos nós, o populacho, o homo burriens, Até quando?



* ELESBÃO MORENO DA FONSECA, engenheiro civil e músico

elesbaomoreno@globo.com



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