Quarta feira, 23 de outubro de 2019 Edição nº 14760 22/06/2017  










ALECY ALVESAnterior | Índice | Próxima

Lei Seca

Nove anos são suficientes para se fazer uma análise sobre a ‘Lei Seca’, como ficou denominada a legislação criada para punir motoristas que dirigem sob efeito de bebida alcoólica.

Acredito que muitos motoristas mudaram o comportamento, porém o número, infelizmente, ainda é pequeno se comparado aos que insistem em pegar o volante depois de “encher” a cara.

A questão não é confiar na impunidade ou nas falhas da fiscalização do poder público. Ou seja, dirigir na confiança de que no seu trajeto não haverá blitz para “importuná-lo”.

O mais grave é que muitos motoristas não dão valor nem a própria vida, imagine o que fará com a do próximo, o pobre do trabalhador que está saindo de casa de madrugada para uma jornada exaustiva e encontra com um motorista bêbado que está retornando da farra.

No último feriado prolongado, o de Corpus Christi, as operações Lei Seca prenderam em flagrante delito 20 motoristas bêbados e suspenderam dezenas de carteiras de habilitação (CNH) de outros. A suspensão é feita quando o consumido álcool não caracteriza crime (o exame do bafômetro apresenta até 0,33 miligramas de álcool por litro de ar expelido).

Ao que parece, ser levado para a delegacia, autuado em flagrante, perder a CNH, pagar multas que passam dos R$ 2 mil e fiança para deixar a cadeia ainda é pouco para uma boa parcela de condutores.

O pior é que whatSapp, uma ferramenta útil de comunicação, vem servindo aos infratores contumazes. É do conhecimento de muitos a existência de grupos que monitoram a atuação dos órgãos do trânsito para saber onde estão acontecendo as blitzs.

Quer dizer, o importante não é a segurança, mas desviar da polícia para não ser flagrado dirigindo em estado de embriaguez.

Outro dia um homem foi preso dormindo bêbado sobre o volante do carro no meio de uma importante via de Várzea Grande. Além de correr riscos, o sujeito deixou ou pessoas em perigo iminente.

O que mais será necessário fazer para puní-los? Transformar o homicídio culposo em doloso, ou seja, levar ao banco dos réus quem usa o carro como arma para matar.



ALECY ALVES é repórter



Anterior | Índice | Próxima

Comentários Deixe aqui sua opinião sobre esse assunto




20:33 Estado reduz pauta do ICMS para algumas culturas de MT
20:33 Dólar sobe 0,26% e chega ao maior nível em mais de um mês
20:32 Novas ações de apoio a MT serão realizadas nesse mês
20:32 Confiança do empresário melhora
20:32 Mapa diz que reação não põe consumo em risco


20:31 EUA anunciam embargo à carne brasileira
20:05 Deputado Zeca Viana quer Pivetta de volta ao PDT
20:04 Ministério Público quer dólares de Pedro Nadaf
20:04 Líderes do DEM convidam deputados insatisfeitos do PSB
20:04 Tribunal de Justiça arquiva ação contra Oscar Bezerra
Cuiabá
Min: 18°
Max: 36°

TOPO | PRIMEIRA PÁGINA | ÚLTIMAS NOTÍCIAS | POLÍTICA | ECONOMIA | CIDADES | POLÍCIA | ESPORTES
BRASIL | MUNDO | DC ILUSTRADO | CUIABÁ URGENTE | EDITORIAIS | ARTIGOS | AZUL | TEVÊ | E-MAIL
Diário de Cuiabá © 2018