Quarta feira, 17 de julho de 2019 Edição nº 14760 22/06/2017  










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Saúde alerta que pacientes podem ficar sem medicamentos

Da Reportagem

Pacientes em tratamento de HIV/AIDS podem ficar sem medicamentos em Mato Grosso. O alerta é da Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). Em nota informativa a SES confirma o desabastecimento de medicamentos para tratamento de HIV/AIDS em Mato Grosso e de preservativos.

Segundo a pasta, a distribuição para os estados é de responsabilidade do Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, e as remessas vêm diminuindo desde o mês de abril. O último envio é suficiente apenas para um mês. Mais de 5.400 pessoas em tratamento podem ser afetadas no Estado, lembrando ainda que em média pelo menos 100 pessoas iniciam o tratamento a cada mês.

Para o tratamento, o paciente deve ingerir diariamente um coquetel, que é uma mistura dos medicamentos que atuam no organismo para impedir a multiplicação do vírus. A Secretaria de Saúde explica que por se tratar de uma política do Governo Federal, cabe ao Ministério da Saúde enviar os remédios e os Estados fazem a distribuição mediante o recebimento mensal. “Mas, desde o mês de abril, vem ocorrendo o desabastecimento destes medicamentos em decorrência da falta de regularidade do envio pelo Ministério”, explicou a superintendente de Vigilância em Saúde, Maria Lourdes Girardi.

A secretaria confirmou que em maio, o Estado foi reabastecido de preservativos e, na segunda-feira, Mato Grosso recebeu como estoque estratégico o medicamento 3TC (ARV Tenofovir+Lamivudina+Efavirenz, composição 300+300+600mg), suficiente para um mês. A SES-MT confirma que iniciou o fracionamento de medicamentos para que todos os pacientes possam manter o tratamento sem interrupção, já que o Departamento de IST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde não informou a regularização das remessas aos Estados. “O fracionamento significa que o paciente, por exemplo, em vez de retirar uma quantidade suficiente para um mês, recebe doses para 15 dias e depois volta para pegar o que falta”, confirma a SES.

O acesso ao tratamento gratuito para os portadores do HIV é definido no Brasil desde 1996, pela Lei nº 9.313, que garante a distribuição dos remédios por meio do Sistema único de Saúde (SUS). A SES frisa que o Ministério da Saúde não esclareceu oficialmente a razão dos atrasos no envio dos medicamentos. Mas relatos na imprensa indicam que, assim como já ocorreu anteriormente, o Governo Federal vem enfrentando problemas na importação dos medicamentos que são produzidos por laboratórios estrangeiros.



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