Quarta feira, 24 de julho de 2019 Edição nº 14760 22/06/2017  










CUIABÁ – 300 ANOSAnterior | Índice | Próxima

Obra de revitalização prevê calçadão

Obra de revitalização do Largo do Rosário deve começar no próximo ano; parte da Avenida Coronel Escolástico será calçadão

DINALTE MIRANDA/DC
Secretário de Cidades Wilson Santos apresentou ontem o projeto de revitalização do Largo do Rosário
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem

Pré-projeto prevendo a revitalização do Largo do Rosário, popularmente chamado de “Ilha da Banana”, entre a Igreja do Rosário e São Benedito e o Morro da Luz, no Centro Histórico de Cuiabá, prevê a transformação do trecho da Avenida Coronel Escolástico (sentido Coxipó/Centro) em um calçadão. Com isso, a pista paralela, denominada Rua Bernardo Antônio Oliveira Neto (Centro/Coxipó), será alargada para possibilitar o trânsito em mão dupla e, ao meio, permitir a passagem do veículo leve sobre trilhos (VLT).

A proposta foi apresentada, ontem, pelo secretário de Estado de Cidades (Secid), Wilson Santos, e ainda precisa da aprovação do Instituto Nacional do Patrimônio Histórico (IPHAN). Além de incorporar a Coronel Escolástico ao Largo, numa alusão ao histórico “caminho para Goiás”, uma das sugestões é a construção de um monumento em referência à lenda cuiabana da “alavanca de ouro”. O Largo do Rosário compreende uma área de 5.900m2, espaço que sofrerá as alterações viárias e de trânsito.

“Nós esperamos começar essa obra no começo do ano que vem para que possa ser entregue no aniversário de 300 anos da capital. Estamos abrindo o projeto arquitetônico, que ninguém conhecia e era uma incógnita, mas o governador Pedro Taques determinou que apresentássemos à sociedade e que o projeto não fosse como ‘prato feito’. A proposta está aberta às considerações, sugestões e alterações”, garantiu.

Conforme Santos, a intenção é concluir a elaboração do projeto arquitetônico e urbanístico em 60 ou 80 dias, após, fechar o orçamento ou valor e licitar. “Aqui (Largo do Rosário) é o marco zero da cidade mais antiga do Centro-Oeste brasileiro. Nós, não podemos perder essa oportunidade de dar um presente sem precedentes à Cuiabá”, frisou. “Esta área foi ocupada e temos fotografias das construções dos séculos 18 e 19, mas o Iphan reconheceu que aqui nunca teve nada de (imóvel) histórico”, acrescentou. Dos 15 imóveis existentes no local, o Estado já tem a posse de 13 construções, que já começaram a ser demolidas.

O encontro contou as presenças de representantes do Iphan, da Igreja do Rosário, Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU/MT), da Prefeitura e da Câmara de Vereadores. De acordo com a superintendente do Iphan, Amélia Hirata, o Estado ainda precisa atender algumas exigências. “A proposta foi apresentada em 2014. A superintendência fez análise, fez recomendações e os parâmetros ainda não foram atendidos”, disse.

Para o pároco da Igreja do Rosário, padre Marcos Antônio de Oliveira, é preciso focar nos benefícios ou impactos que a obra trará à população cuiabana. “Toda essa área é um patrimônio histórico e a Igreja tem que pensar nos benefícios que proporcionará à Cuiabá”, comentou. O projeto de revitalização é do Consórcio VLT Cuiabá/Várzea Grande, que vinha tocando a execução da obra do novo modal entre as duas cidades.

DEMOLIÇÃO – A intenção do Estado é de que até o dia 10 de julho próximo todos sejam retirados e não fique mais ninguém na Ilha da Banana. Desde o início da demolição, conforme Wilson Santos, 43 pessoas saíram do local e foram encaminhadas para sete casas terapêuticas da prefeitura. Além disso, 10 dependentes optaram por retornar a própria residência com passagens concedidas pela Prefeitura de Cuiabá.

Na parte desocupada, outra intenção é que o local seja cimentado e preparado para realização da Festa de São Benedito, que acontece entre os dias 29 deste mês e 02 de julho.

VLT - Na última segunda-feira, o Governo do Estado encaminhou ofício ao juiz federal Ciro Arapiraca respondendo aos apontamentos feitos pelo Ministério Público Federal (MPF) e Estadual (MPE) contrários ao acordo firmado com o Consórcio VLT, para a retomada da obra do novo modal, parada desde dezembro de 2014.

No documento, o procurador-geral do Estado, Rogério Gallo, respondeu os 26 questionamentos e afirmou que os esclarecimentos revelam que "inexiste fragilidade ou irregularidades referentes à engenharia da obra, valores e conclusões”.

Pelo o acordo, o Estado vai desembolsar mais R$ 922 milhões para a conclusão da implantação do modal, com previsão de entrega para maio de 2019. Conforme o Estado, o acordo resolve todos os problemas, vícios e inseguranças apontados em todos os relatórios sobre os serviços, sejam elas da Controladoria Geral do Estado da KPGM, e quaisquer outros.



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