Terça feira, 22 de agosto de 2017 Edição nº 14758 20/06/2017  










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Descontentes com volta de Valtenir prometem resistir

PABLO RODRIGO
Da Reportagem

Os descontentes com a volta do deputado federal Valtenir Pereira para presidir o PSB em Mato Grosso decidiram permanecer no partido, pelo menos por ora, e disputar o comando da sigla, não descartando a via judicial. Pelo menos essa foi a deliberação da reunião que contou com as presenças dos deputados estaduais Eduardo Botelho, Mauro Savi, Adriano Silva e Oscar Bezerra, dos deputados federais Fábio Garcia e Adilton Sachetti e dos secretários de Estado Max Russi e Suelme Evangelista.

“O nosso grupo político vai permanecer unido, vamos brigar pelos nossos direitos dentro do partido. Hoje não existe nenhum pensamento de mudança partidária e neste momento queremos consolidar essa união. Na próxima segunda-feira vamos reunir os nossos prefeitos e vereadores e explicar a situação em que se encontra o partido e pedir que permaneçam unidos”, disse o ex-presidente afastado do PSB, Fábio Garcia.

O parlamentar acredita que o grupo poderá retomar a direção partidária com uma eleição interna que transformaria a direção provisória do PSB em uma direção estadual definitiva. “A legislação obriga que as direções provisórias sejam convertidas em diretórios através de eleição interna. E nós vamos buscar isso porque temos a certeza que podemos retomar o diretório se houver uma eleição com um processo democrático, obviamente que a maioria do PSB em Mato Grosso tem mais simpatia pelo nosso grupo político. E se for necessário, vamos buscar judicialmente os nossos direitos no partido”, afirmou Garcia.

Fábio Garcia também garantiu que mesmo com Valtenir na presidência a bancada estadual permanecerá na base do governo Taques. “Nós discutimos isso e está fora de cogitação qualquer mudança na atuação dos deputados em relação ao governo Pedro Taques”.

Para o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho, o grupo deverá permanecer unido e uma possível saída da legenda só depois de “esgotar” todas as possibilidades. “Nós vamos aglutinar ainda mais o nosso grupo e lutar para ficar no partido. Depois disso, caso se esgotem todas as alternativas, aí sim vamos pensar em buscar outro espaço. Mas isso sempre unido”, explicou Botelho.

Botelho também não descarta um diálogo com Valtenir, porém diz que o novo presidente ainda não procurou o grupo.

“Eu especialmente vou conversar com o Valtenir, na verdade ele deveria ter nos procurado já, mas ainda não procurou. Mas vamos aguardar para ver o que ele está pensando”, analisou.

Valtenir Pereira retornou ao PSB na última quarta-feira (14). Com a filiação, o parlamentar assumiu também a presidência do partido, o que revoltou os parlamentares.

A crise no PSB é nacional desde a morte do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos. De um lado está o atual presidente nacional da sigla Carlos Siqueira que busca se afastar do governo do presidente Michel Temer (PMDB) e do PSDB. De outro, está o

vice-governador de São Paulo, Márcio França, que defende a permanência da sigla no governo Temer e sonha em disputar o governo de São Paulo com o apoio do PSDB, desde que a sigla apoie uma eventual candidatura de Alckmin ao Palácio do Planalto. Márcio França tem o apoio do senador Fernando Bezerra e os 14 deputados da bancada, que votaram a favor da Reforma Trabalhista.

A nossa reportagem tentou entrar em contato com Valtenir, porém ele não atendeu as nossas ligações até o fechamento desta edição.



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