Sábado, 20 de janeiro de 2018 Edição nº 14757 17/06/2017  










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Taques vê delações como ‘forma de chantagem’

Pedro Taques critica excessos de delações e evita comentar prisão domiciliar de Silval Barbosa

GECOM/MT
Taques: “Como professor de direito, posso dizer que, infelizmente, aqui no Brasil a delação muitas vezes está sendo banalizada”
PABLO RODRIGO
Da Reportagem

O governador Pedro Taques (PSDB) disparou fortes críticas ao excesso de delações premiadas que vem ocorrendo no Estado e no Brasil nos últimos anos. Segundo Taques que também é professor de direito constitucional, o uso do instituto da delação premiada estaria sendo usada como forma de "chantagem”, e que nos últimos anos o benefício foi "banalizado".

"Como professor de direito, que já estudou muito o instituto da delação, inclusive fora do Brasil, posso dizer que, infelizmente, aqui no Brasil a delação, que é um incrível instrumento persecutório, muitas vezes está sendo banalizado, servindo como meio de vingança política, negociação, comércio, transformando criminosos em santos", pontuou o chefe do Poder Executivo Mato-grossense se negando a citar exemplos.

As declarações de Taques ocorrem após o depoimento do empresário Alan Malouf (que se encontra em prisão domiciliar desde dezembro do ano passado) que afirma que o governador Pedro Taques sabia da existência de "recursos não contabilizados na campanha de 2014". Malouf também disse que o governador tinha ciência das cobranças de propinas no âmbito da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) para quitar dívidas de campanha.

Taques rebateu as acusações de Malouf com indignação às declarações que classificou como "mentirosas, irresponsáveis, levianas e sem provas".

"O governador reitera o que já disse publicamente sobre o caso: não houve caixa dois em sua campanha e que sua prestação de contas foi aprovada sem ressalvas pela Justiça Eleitoral, onde pode ser acessada por qualquer pessoa”, disse em nota publicada no dia 8 de junho.

SILVAL BARBOSA - Pedro Taques também evitou comentar a recente transferência do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) do regime fechado para o regime semiaberto após a decisão da juíza Selma Arruda na última terça-feira (13). O chefe do Paiaguás disse não ter "disposição" para ler a ação envolvendo o seu antecessor.

"Não conheço o processo, nunca li nada, não tenho tempo e nem disposição para ler processos criminais, portanto, sobre o caso concreto, não tenho nada a dizer", disse o governador rapidamente na manhã desta nesta sexta-feira (16).

O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) foi transferido para prisão domiciliar na última terça-feira (13) após confessar todas as denúncias e acusações que foram reveladas durante as cinco fases da Operação Sodoma. Ele também está sendo monitorado eletronicamente.

Silval que estava preso desde o dia 17 de setembro de 2015 também devolveu cerca de R$ 46 milhões em bens, como um lote em Sinop avaliado em R$ 860 mil; uma área em Peixoto de Azevedo avaliada em R$ 33,1 milhões; uma Fazenda em Peixoto de Azevedo avaliada em R$ 10, 4 milhões; uma aeronave no valor de R$ 900 mil e um imóvel em Cuiabá avaliado em R$ 1,2 milhão.



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