Terça feira, 27 de junho de 2017 Edição nº 14757 17/06/2017  










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Arena continua um ‘elefante branco’

Três anos após a Copa, Estado tenta dar uma utilidade para o estádio; hoje no local funciona uma escola pública

GCOM
Arena Pantanal esta sendo usada como sala de aula
ALINE ALMEIDA
Da Reportagem

No último dia 13 fez exatos três anos que Cuiabá estava em festa. A Arena Pantanal, um dos mais bonitos estádios da Copa do Mundo de 2014, receberia seu primeiro jogo do mundial, com a estreia das seleções de Chile e Austrália dando o pontapé no estádio de R$ 628 milhões. A partida reuniu 40.275 pagantes e foi uma das únicas ocasiões que a casa esteve cheia. Atualmente o local recebe cerca de 10% deste total.

Considerado um elefante branco, uma das saídas foi tornar o local em uma escola estadual. Com custo mensal de R$ 700 mil hoje a Arena recebe cerca de 300 estudantes em horário integral, tornando-se o primeiro Estádio-escola de Mato Grosso.

O estádio chegou a receber alguns jogos de times de maior torcida como Flamengo, Corinthians e Santos. Mas, as inúmeras irregularidades da obra, entregue ainda inacabada, “espantou” partidas que deveriam ocorrer. Outro problema é que durante congresso técnico entre times ficou proibida a venda de campo. Ou seja, os jogos não podem ser levados para outros Estados.

Falando dos problemas, a continuidade das obras da Arena ainda seguem incertas, a questão segue judicializada. A Justiça confirmou para o dia 27 de julho uma audiência de conciliação que pode dar fim ao litígio que emperra a continuidade das obras da Arena Pantanal. A decisão é da juíza Célia Regina Vidotti. Na Ação Civil Pública o Estado de Mato Grosso e o Ministério Público Estadual, querem que a Mendes Junior seja compelida a corrigir todos os vícios/defeitos e pendências construtivas encontrados na Arena. Os erros foram apontados pela Concremat, responsável pelas vistorias no local. A obra que não foi entregue oficialmente e não está completamente concluída apresenta problemas na parte elétrica, hidráulica, forros, pisos e muitos outros.

A Secretaria de Estado de Cidades confirmou que o contrato para construção da Arena Pantanal, idealizada para Copa, envolveu quatro empresas: Mendes Junior Trading e Engenharia, Consórcio CLE e Kango Brasil, além da Concremat (supervisora da obra).

Três desses contratos estão judicializados e isso impacta diretamente na certificação LEED. Pois, o certificado depende de serviços realizados por essas empresas. Sem o certificado, o Estado pode ficar condicionado a pagar juros mais altos do empréstimo feito junto ao BNDES para construir o estádio. “Enquanto não houver uma definição jurídica, não será possível definir a retomada das obras, bem como a resolução de inconformidades ainda existentes na Arena Pantanal”, confirma a Secid.

O secretário adjunto de Esporte e Lazer de Mato Grosso, Leonardo Campos, diz que tornar parte do estádio uma escola significou dar vida social ao complexo, composto por diversos equipamentos, como o Ginásio Aecim Tocantins, a piscina olímpica, o Palácio das Artes Marciais, a quadra de areia, usada para o vôlei, além de incorporar outras instalações, aproveitando o tamanho da área. “Todos estes equipamentos tinham vida própria, um calendário de eventos, que comportou a inclusão de centenas de alunos. Com a Arena da Educação, na Escola Estadual Governador José Fragelli, plantamos uma importante semente para o futuro do nosso Esporte”.

NOVA CARA - A quase vazia Arena Pantanal dos jogos estaduais deve ganhar uma nova destinação. O local, que é mais freqüentado na parte externa, está sendo projetado para ser um ponto marcante para Cuiabá. De museu, projeto de atividade física, até concessões públicas tornando uma praça de alimentação, a Arena deve ganhar uma “nova cara”.

O secretário adjunto de Esporte e Lazer Leonardo Campos confirma que uma das iniciativas está sendo implantada é o chamado Tour da Arena, uma espécie de museu do futebol mato-grossense. “Será possível aos visitantes conhecer o palco de quatro partidas da Copa do Mundo 2014, os principais acontecimentos do estádio desde sua inauguração, além de relembrar alguns dos principais expoentes do nosso futebol”. Outro projeto em fase final de elaboração é o MT Mais Saudável, que irá ampliar o acesso ao complexo com o desenvolvimento de diversas atividades ligadas à área da educação física. “Em outra frente, estamos trabalhando na realização de concessões públicas de espaços do entorno, como o da Choperia”.

Atualmente o secretário diz que o custo mensal da Arena Pantanal é de aproximadamente R$ 400 mil mensais e a principal fonte de renda da Arena Pantanal é oriunda dos eventos realizados. Os custos são pagos parte pelo que a Arena arrecada e parte do aporte feito pelo Governo de Mato Grosso. “O estádio, neste ano, já ultrapassou a casa das 30 partidas realizadas, sendo um dos mais usados no país”.



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· Seria importante preservar a pista de ca  - acir carlos ochove




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