Terça feira, 22 de agosto de 2017 Edição nº 14757 17/06/2017  










PARQUE DAS ÁGUAS Anterior | Índice | Próxima

Após seis meses, obra continua inacabada

Vários serviços inacabados que, inclusive, expõem o visitante à falta de privacidade nos banheiros e de segurança

DINALTE MIRANDA/DC
O banheiro feminino já está com um box interditado e nenhum deles conta com portas
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem

Ao custo de R$ 14 milhões e inaugurado no fim de dezembro de 2016, o Parque das Águas "Seo Fiote" é hoje um dos principais pontos de lazer e visitação da população cuiabana. Porém, cerca de seis meses após a sua entrega oficial pela prefeitura municipal, o espaço público ainda conta uma série de serviços inacabados que, inclusive, expõem o visitante à falta de privacidade nos banheiros e de segurança. A Prefeitura informou que o parque foi idealizado com a proposta de ser sustentável e que os reparos que ainda faltam iniciam ainda neste mês.

Por lá, uma das rampas que chega a 1,5 metro de altura e dá acesso a um dos restaurantes em construção não tem corrimão ou grades de proteção nas laterais. Situação semelhante ocorre nos fundos da "casa de máquinas", já à beira da Lagoa Paiaguás, onde fica o parque. O local, inclusive, encontra-se com faixas indicando interdição, ou seja, proibindo a aproximação de adultos e crianças.

Também falta bebedouro d'água. Já os banheiros feminino e masculino não têm portas e nem vidros nas janelas. "É um pouco constrangedor usar sem porta. Mas, na hora do aperto não tem outro jeito. Espero que arrumem logo. Mas, o parque realmente é um lugar bonito. Virou uma atração para Cuiabá", comentou a estudante Leiliane de Souza, 22 anos. Uma das divisões do banheiro feminino já está interditada.

O secretário de Serviços Urbanos, José Roberto Stopa, informou que até agora a área de lazer foi construída com recursos do município e de um termo de ajustamento (TAC) com o Ministério Público (MPE), mas que o projeto nasceu para funcionar de forma sustentável, ou seja, se manter com o que for arrecadado com as quatro concessões de bares ou restaurantes, que funcionam ou funcionarão no local.

Conforme Stopa, o que for arrecadado com as concessões, em torno de R$ 30 mil ao mês, será usado para concluir os reparos finais e para a manutenção de toda a estrutura. Ele explica que as empresas, vencedoras de licitação, tiveram um prazo para fazer o pagamento, o que começou a ser feito em maio passado. “Cem por cento desse montante de receita será destinado para manutenção e até dezembro estará tudo concluído, deixando o parque, que já é um cartão postal da cidade, ainda mais bonito”, disse. As correções ou reparos começam ainda neste mês de junho.

O parque começou a ser construído em setembro de 2015 e, inicialmente, foi licitado por R$ 9 milhões. Porém, a prefeitura da capital mato-grossense calcula que foram gastos, no total, R$ 14 milhões, com recursos do Executivo municipal.

Com uma área de lazer de 270 mil m², o espaço conta com 1,5 mil metros de pista de corrida e caminhada, 1,6 mil metros de ciclovia, duas academias ao ar livre e parquinhos infantis, além-estacionamentos com capacidade para 600 veículos.

Entre as atrações, está o túnel de água com extensão de 14 metros por onde o visitante passa e, a água, que muda de cor conforme a incidência das luzes, passa por cima. Há também o "splash zone", como jatos de água de até 10 metros de altura, saindo do chão de forma aleatória. A prefeitura gastou US$ 970 mil dólares em equipamentos chineses para isso.

Outro atrativo é o "show das águas", no centro da Lagoa Paiaguás. Neste caso, jatos de água com até 70 metros de altura, iluminados por luzes coloridas, “dançam” acompanhando o ritmo de músicas que compõem cada apresentação. A programação inclui 20 músicas diferentes e cada uma possui sua própria coreografia e interpretação. Diariamente, são realizados dois shows por noite: às 20 horas e às 21h30.

INVESTIGAÇÃO - No início desta semana, o Ministério Público do Estado (MPE) deu início à investigação para apurar supostas irregularidades nos contratos de concessão do Parque das Águas para quatro restaurantes firmados pela administração municipal. A investigação foi aberta pelo promotor de Justiça, Mauro Zaque.

Segundo Zaque, a existência dos contratos tem como origem a concessão onerosa de uso para fins de construção e exploração comercial nos espaços públicos localizados no entorno da lagoa. Os contratos da prefeitura foram firmados com os restaurantes LB Steak House, Boi Grill, Cupim Bar e Sabor Cuiabá, pelo período de 20 anos, com aluguéis mensais que variam de R$ 4 mil a R$ 9 mil para exploração da área.



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