Domingo, 19 de maio de 2019 Edição nº 14754 13/06/2017  










ALECY ALVESAnterior | Índice | Próxima

Machismo feminino

É, somos machistas. E muito! Por mais que tentemos nos convencer do contrário, e convencer o outro, nossas atitudes falam por nós, ou melhor, nos entregam cotidianamente. Temos exceções, claro.

E não estou falando de comentários sobre o comprimento, decote ou transparência do vestido da bonitona que acabou de passar a nossa frente chamando a atenção dos homens, dos nossos maridos ou namorados.

Somos machistas em situações bem mais sérias. A educação dos filhos, por exemplo. Vamos muito além da divisão do que é coisa de menino e coisa de menina.

Nosso machismo é exacerbado principalmente quando o assunto é a educação, a responsabilidade de cuidar da família. O compromisso de estar permanentemente ao lado dos filhos.

Mãe de verdade não “abandona o filho com o pai”. Jamais vai embora deixando as crianças, não importam as circunstâncias. Quantas vezes você ouviu frases como estas? Dita por outras mulheres?

Nossa! Viram? A mãe foi embora, deixou as crianças sozinhas com o pai. Caramba! Que tipo de mãe faz isso? É! Culturalmente cobramos muito das mães e pouco, ou quase nada, dos pais.

Quando o homem é participativo nos cuidados com o filho e a casa, costumamos reagir com surpresa. Nossa! Como seu marido é bom, te ajuda em casa, acorda à noite para cuidar do bebê. Ajuda?

Em casso de separação, a mulher, ao contrário do homem, jamais pode fazer opção por deixar os filhos com o pai. Nem que este, naquele momento, parece ser a pessoa com melhores condições financeiras e/ou emocionais para educá-las.

Há alguns anos convivi com uma colega de trabalho que saiu de casa deixando as duas filhas adolescentes com o pai. Cansada de viver sobre pressão, de ser cobrada além do que poderia suportar, no entendimento dela, resolveu afastar-se.

Diante daquela nova situação parecia que a história de vida dela havia desaparecido. O lugar da profissional competente e solidária, da mulher admirada, havia sido ocupado, sob a ótica da sociedade, por uma pessoa egoísta, mãe relapsa, irresponsável.

Passou da hora de mudarmos. Além de aceitarmos a inserção de novos modelos de famílias, precisamos equilibrar o peso da carga maternidade x paternidade.



ALECY ALVES é repórter



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