Domingo, 15 de setembro de 2019 Edição nº 14754 13/06/2017  










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Começa demolição da ‘Ilha da Banana’

O governo cedeu um dos imóveis a um grupo de 50 pessoas sem moradia fixa que ocupava alguns dos imóveis para que ali permaneça por um período de até 30 dias

DINALTE MIRANDA/DC
Máquinas trabalhavam ontem na demolição de 13 imóveis na Ilha da Banana
EDUARDO GOMES
Da Reportagem

Com marretas e a participação de uma retroescavadeira um grupo de 15 operários a serviço do governo de Mato Grosso trabalhou ontem na continuidade da demolição iniciada na véspera, de imóveis desocupados no Largo do Rosário, também chamado de Ilha da Banana. Para não prejudicar o trânsito, a remoção do entulho sempre será feita após as 20 horas, quando a movimentação de veículos é menor.

A Ilha da Banana é uma espécie de triângulo formado entre a Igreja do Rosário e São Benedito e o Morro da Luz; e delimitado pelas ruas Bernardo Antônio Oliveira Neto e Coronel Escolástico e a Avenida Tenente-Coronel Duarte, mais conhecida como Avenida da Prainha. Essa área, com 15 imóveis construídos, está no trajeto do ramal do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), com 7,2 quilômetros, que ligará o Morro da Luz ao Coxipó da Ponte.

A passagem dos trilhos do VLT pela Ilha da Banana resultou em questionamentos por parte do Ministério Público Federal (MPF), que posteriormente aceitou a execução da obra e a consequente demolição dos imóveis no trajeto. Depois do sinal verde da Justiça, do MPF e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) o secretário de Cidades, Wilson Santos, autorizou a demolição parcial de imóveis e os trabalhos começaram na manhã do domingo, 11, e foram supervisionados pelo governador Pedro Taques. O prefeito Emanuel Pinheiro também acompanhou os trabalhos.

Dos 15 imóveis, 13 foram indenizados e podem ser demolidos, mas o governo cedeu um para que um grupo de aproximadamente 50 pessoas sem moradia fixa que ocupava alguns dos imóveis ali permaneça por um período de até 30 dias, enquanto assistentes sociais da prefeitura os cadastrem para serem acolhidos em abrigos e em comunidades terapêuticas. Ontem, pela manhã, uma das ocupantes do lugar demonstrava muita irritação com a demolição alegando que estava sendo perturbada. Ela, porém, não quis se identificar nem aceitou conversar mostrando-se arredia com um pedaço de tijolo numa das mãos.

Os operários que trabalharam ontem se concentraram na demolição da maior construção da área, derrubando-a a golpes de marretas, sem utilizarem a retroescavadeira, pois há orientação do governo para que as colunas e as vigas de teto de pré-moldados sejam retiradas intactas, já que serão doadas a entidades assistenciais.

Um dos últimos moradores de uma das 13 casas aproveitou o dia para retirar o padrão de energia de sua antiga moradia. Ele não revelou seu nome, mas disse que recebeu a indenização pelo imóvel.

Enquanto os operários e o operador da retroescavadeira trabalhavam a Polícia Militar mantinha um grupo de policiais num dos extremos da área. A meta do governo é concluir o trabalho até o começo de julho, pois naquele mês realiza-se na igreja ao lado a festa anual daquele santo.

A indenização dos 13 imóveis custou R$ 6,3 milhões ao governo. Além deles será preciso indenizar outros dois, que permanecerão em pé enquanto seus moradores discutem o montante da indenização com o Estado.

A área da Ilha da Banana será o ponto de bifurcação das duas linhas previstas para o VLT, com uma ligando o Coxipó e outra o CPA ao Morro da Luz, e dali numa só linha até o Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, num trajeto total de 22,2 quilômetros nas duas cidades. Essa obra deveria ter sido concluída para a Copa do Mundo de 2014.

Além de abrir espaço ao VLT a Ilha da Banana ampliará a área no entorno na Igreja do Rosário e São Benedito, uma vez que será urbanizada como parte da modernização de Cuiabá para seu tricentenário em 8 de abril de 2019.



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