Sábado, 20 de abril de 2019 Edição nº 14751 08/06/2017  










PLANO SAFRA 2017/18Anterior | Índice | Próxima

Mais recursos ao campo com menos juros

Anúncio feito ontem pelo presidente Temer, confirmou corte de taxas nas operações e a oferta do maior volume já destinado à agropecuária nacional

AGÊNCIA BRASIL
Ministro Maggi afirmou que os recursos ao campo vão contribuir para a retomada do crescimento econômico
MARIANNA PERES
Da Editoria

O governo federal anunciou ontem as novas condições de financiamento agropecuário da safra 2017/18, o chamado Plano Agrícola e Pecuário (PAP). Para a temporada serão ofertados R$ 190,25 bilhões em recursos públicos, cifras 2,84% maiores do que os R$ 185 bilhões liberados na safra 2016/17. Os recursos, destacados pelo presidente Michel Temer, “como o maior volume da história para financiar a agricultura brasileira”, serão acessados com juros menores - um e dois pontos percentuais - especialmente na linha destinada a investimentos em armazenagem.

Para os representantes do setor agropecuário de Mato Grosso – Estado que detém o maior rebanho de bovinos e é o maior produtor nacional de grãos e algodão – o novo Plano Safra foi avaliado “como um bom Plano”, mas eles fazem questão de destacar que o “Plano Safra atende parcialmente pedidos dos produtores de Mato Grosso”.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Normando Corral - que acompanhou o lançamento em Brasília feito pelo presidente Michel Temer e pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi - afirmou que há reconhecimento do governo federal sobre a importância da atividade. “Da forma com que a agropecuária vem progredindo ano a ano, esperávamos mais recursos. Mas entendemos que o governo fez o melhor dentro das possibilidades e o setor produtivo rural continuará contribuindo para o desenvolvimento econômico do país”.

Em abril, o setor estadual reuniu 32 propostas para contribuir para a elaboração do Plano tanto em nível nacional, como estadual e por isso a Famato destaca que as demandas foram parcialmente atendidas. O ponto principal para os ruralistas mato-grossenses foi o anuncio de juros menores para os investimentos em armazenagem, segmento logístico da produção ainda bem deficitário no Estado. “Não deixa de ser uma vitória para o setor as mudanças no Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA). Para a próxima safra, o governo reduziu em 2 p.p. a taxa de juros e não 4 p.p. conforme solicitado (ficando em 6,5% a.a), mas manteve o prazo de 15 anos para pagamento e o financiamento de 100% do projeto”.

Ainda como explica Corral, apesar da demanda pelo aumento do limite para o custeio agrícola de R$ 5 milhões não ter sido atendida, o setor produtivo espera que o Mapa atenda à solicitação de acabar com a divisão da liberação dos recursos por semestre, sendo R$ 1,8 milhão até dezembro e os outros R$ 1,2 milhão até o dia 30 de junho do ano seguinte.

O vice-presidente da Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (Aprosmat), Carlos Ernesto Augustin, afirmou, logo após o anúncio que o volume a ser destinado para financiamento da próxima safra é bom. “Dentro das possibilidades e da atual conjuntura nacional, o governo federal conseguiu elevar um pouco a oferta de recursos e reduzir as taxas de juros”.

Em nota, a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) afirma que “reconhece a importância da redução das taxas de juros no Plano Agrícola Pecuário (PAP) 2017, fator indispensável para a contratação de investimentos. Mas, a alíquota média ainda é o dobro da inflação acumulado até abril deste ano, de 3,9%, o que demonstra que o custo do crédito ainda é alto”. A Acrimat ainda frisa que “aguarda o detalhamento das linhas para ver como a pecuária de corte poderá acessar os recursos, visto que a atividade tem um ciclo mais longo do que a agricultura e carece de condições especiais”.

AGRO MT - O setor produtivo de Mato Grosso entregou em abril ao Ministério da Agricultura um conjunto de propostas elaboradas por entidades locais para auxiliar na construção do Plano Safra 2017/18. O documento continha 32 propostas que conforme o agro mato-grossense tinha como finalidade auxiliar o governo federal na elaboração da política agrícola do País e atender de forma mais pontual a realidade do maior produtor nacional de grãos e fibra.

As entidades que constituem o Fórum Agro MT – Famato, Aprosoja, Ampa, Acrimat, Acrismat e Aprosmat – e o governo de Mato Grosso elencaram prioridades ao setor local e nacional. A iniciativa de entregar um documento comum e chancelado por todos se deve ao destaque da produção estadual, que responde por 25% de tudo o que é produzido no Brasil.

Entre as demandas estava o pedido de implantação de um novo plano de armazenagem, principalmente para Mato Grosso. Atualmente, no Estado existe um déficit de quase 35 milhões de toneladas, praticamente metade do que é produzido.

MAPA - O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou que o "homem do campo foi o grande salvador da lavoura no primeiro trimestre (deste ano), com alta de mais de 13% no PIB (Produto Interno Bruto)". Segundo o ministro, as frustrações com a safra no passado foram compensadas com a recuperação deste ano e a produção recorde de 232 milhões de toneladas de grãos, com suporte do governo e de bancos públicos

O ministro lembrou que o plano agrícola não é só para os grãos e para algodão e que a produção de 232 milhões de toneladas desses produtos salta para 1,2 bilhão de toneladas com a inclusão de outros cultivos como cana-de-açúcar, borracha, café, eucalipto e carnes.



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· Adorei o artigo, parabéns! O desafio é   - Elielton Santos




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