Quinta feira, 18 de julho de 2019 Edição nº 14751 08/06/2017  










ALECY ALVESAnterior | Índice | Próxima

Maternidade x responsabilidade

Desde a infância aprendemos que a vida não é feita só de coisas agradáveis. Em muitos momentos da nossa passagem terrena, talvez na maioria deles, nos deparamos com obstáculos.

As responsabilidades, então, são infinitas. Para começar, ainda criança somos obrigados a freqüentar a escola e apreender a cuidar da própria higiene, por exemplo, sob pena de recebermos castigos proporcionais ao tamanho da rebeldia, que pode ser ficar sem assistir ao programa de tevê favorito ou, mais recentemente, sem os joguinhos no tablet.

Mas é na vida adulta que, digamos assim, a coisa pega. Uma das maiores responsabilidade, se não a maior, chega quando decidimos ou somos levadas à maternidade ou paternidade. Não que essa atribuição constitua um obstáculo, mas estaríamos mentindo ao dizer que é fácil, que “tiramos de letra”.

Somos responsáveis por nossos filhos desde o momento em que descobrimos a gravidez até... Hummm! Sempre. E essa não é uma responsabilidade sustentada simplesmente no amor materno ou paterno. Somos responsáveis constitucionalmente. Está previsto em leis, na Constituição Federal (artigo 227), e ratificado em outros códigos e resoluções.

Todavia, há milhares de crianças vivendo em situação de violência, abandono e ausência de amor, até entre aquelas que compartilham o teto com os pais.

Mesmo sabendo, testemunhando, reportando e, claro, me indignando com as situações de violência infantil, ainda fico surpresa quando ouço indagações do tipo: “O que vamos fazer com essas crianças em casa todos esses dias?”

Essa frase foi dita por um casal ao ser informado pela professora que o feriado prolongado dos servidores públicos seria extensivo à escola dos filhos dele. Se os pais não sabem, quem saberá?

Temos e teremos por toda a vida, momentos de dúvida. De não saber o que e como fazer. Todavia, é nossa atribuição educar. Não dá para transferir a educação dos filhos às escolas. Escola ensina crianças, jovens e até adultos a ler, escrever; sobre história, geografia e tantos outros conteúdos.

Além disso, que a escola pode fazer é, por exemplo, contribuir para torná-lo um cidadão crítico, capaz de analisar a conjunta do país em que vive e tirar suas próprias conclusões e opinião.



ALECY ALVES é repórter



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