Segunda feira, 24 de junho de 2019 Edição nº 14751 08/06/2017  










TRANSPORTE COLETIVOAnterior | Índice | Próxima

Empresários propõe aumento de 4%; trabalhadores decidem na 6ª

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem

Trabalhadores do sistema de transporte coletivo de Cuiabá e Várzea Grande avaliam nesta sexta-feira, em assembleia geral, a proposta de reajuste de 4% apresentada pelo sindicato patronal (STU) durante rodada de negociação realizada ontem. Caso o percentual seja rejeitado, a categoria pode deflagrar greve por tempo indeterminado a partir de zero hora de terça-feira (13), o que afetará cerca de 300 mil pessoas.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários da Baixada Cuiabana (Sintrobac), Ledevino da Conceição, até então, os empresários do setor não tinham feito nenhuma proposta de recomposição salarial. Contudo, o anseio é de que um percentual maior possa ser proposto até a assembleia, embora não haja reunião marcada para hoje ou mesmo amanhã.

“Vamos levar a proposta para avaliação da categoria na assembleia. Se não melhorar, as chances de não passar são grandes”, comentou. Com o índice proposto pelo STU, o salário de R$ 2.180,00 subiria para R$ 2.267,00, no caso dos motoristas. Os 2.500 funcionários do setor reivindicam reajuste de 15%, entre correção das perdas salariais e ganho real.

Eles também cobram a implantação de plano de saúde. Neste último caso, conforme Ledevino da Conceição, os empresários até se propuseram em atender ao pedido, mas desde que o valor seja descontado ou pago pelos próprios trabalhadores. Um dos planos propostos custaria R$ 172,00 para o funcionário.

Caso a categoria rejeite a proposta e aprove a greve na assembleia geral desta sexta-feira, o presidente do Sintrobac, explica que no mesmo dia será publicado edital informando à população sobre os motivos da paralisação, que deve começar após o prazo legal de 72 horas, ou seja, na madrugada de terça-feira.

Com data-base em maio, eles alegam que o salário está defasado e que a rotina de motorista, em meio ao trânsito caótico, faz muitos adoecerem principalmente com problemas ergonômicos e emocionais. A última greve dos funcionários do transporte coletivo ocorreu em 2015.

A reportagem do Diário procurou a assessoria de imprensa do STU para falar sobre o assunto, mas foi informada que o sindicato patronal não iria se pronunciar. Em nota divulgada na semana passada, a entidade patronal alegou que “as empresas do transporte coletivo de Cuiabá não conseguiram identificar possibilidade de reajuste do salário dos motoristas por absoluta falta de recursos a mais para bancar o custo do sistema de transporte coletivo este ano, já que também não houve reajuste tarifário”.



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