Domingo, 23 de fevereiro de 2020 Edição nº 14749 06/06/2017  










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MT tem a segunda maior taxa do País de mortes de mulheres

Da Reportagem

Mato Grosso tem a segunda maior taxa do Brasil de mortes de mulheres a cada 100 mil. O Atlas da Violência 2017, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), aponta que no Estado a taxa é de 7,9 mortes de mulheres a cada 100 mil. O Estado fica apenas atrás de Roraima que teve taxa de 11,4 mortes a cada 100 mil mulheres. O Estado também é o terceiro com maior taxa de mortes de mulheres negras.

No Brasil 4.621 mulheres foram mortas em 2015, o que corresponde a uma taxa de 4,5 a cada 100 mil. Em Mato Grosso foram registradas 118 mortes, um crescimento de 32,6% em dez anos, em 2005 as mortes chegaram a 89. No país a taxa de homicídio de mulheres cresceu 7,5% entre 2005 e 2015.

É necessário destacar, no entanto, que enquanto a mortalidade de mulheres não negras teve uma redução de 7,4% entre 2005 e 2015, atingindo 3,1 mortes para cada 100 mil mulheres não negras – ou seja, abaixo da média nacional -, a mortalidade de mulheres negras observou um aumento de 22% no mesmo período, chegando à taxa de 5,2 mortes para cada 100 mil mulheres negras, acima da média nacional. As maiores taxas de letalidade entre mulheres negras foram verificadas no Espírito Santo (9,2), Goiás (8,7), Mato Grosso (8,4) e Rondônia (8,2).

O Estado de Mato Grosso teve crescimento de 40,5% na taxa de homicídios de mulheres negras. Em 2005 a taxa era de 6,0 a cada 100 mil passando para 8,4 em 2015. Já a taxa de homicídios de mulheres não negras diminuiu em 25,6% no Estado em 10 anos. Em 2005 eram 7,1 mortes a cada 100 mil, reduzindo para 5,3 em 2015.

A coordenadora do Núcleo de Violência contra a Mulher da Defensoria Pública, Rosana Leite, avalia os números como absurdos e assustadores. Ela ressalta que se eles não forem trabalhados, as futuras gerações tendem a reproduzir ainda mais e aumentar a triste realidade.

“Eu vejo com muita tristeza esses números. Nosso trabalho no combate a violência contra a mulher tem sido desenvolvido de forma frequente. Mas estas estatísticas mostram que ainda vivemos em um Estado machista. São muito tristes esses dados, já que os delitos podem ser prevenidos, afinal a violência contra a mulher ocorre dentre de casa”, frisa Rosana.

A defensora pública ressalta ainda que os números refletem o não cumprimento eficaz da Lei Maria da Penha, além da falta de políticas públicas no combate a violência contra a mulher. “As estatísticas mostram sobre a importância de termos políticas públicas. Além de trabalharmos ainda mais para mudar esta realidade. Mas para isso precisamos de todo o respaldo possível, seja do Judiciário, da segurança e outros”, diz Rosana Leite. (AA)



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