Domingo, 25 de agosto de 2019 Edição nº 14747 02/06/2017  










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Taques descarta exonerar secretários

Da Reportagem

O governador Pedro Taques (PSDB) descartou a possibilidade de afastar ou demitir o secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos, coronel Airton Benedito Siqueira Júnior, após depoimento da sargento Andréia Pereira de Moura Cardoso. O tucano destacou, durante entrevista nesta quinta-feira, que não é possível “julgar as pessoas com base em delações ou depoimentos”.

A sargento prestou depoimento espontâneo à Corregedoria da Polícia Militar do Estado na última sexta-feira (26). Ela revelou que participou do esquema de interceptações telefônicas ilegais no Estado a mando do secretário Airton Benedito Siqueira Júnior e do ex-comandante da Polícia Militar no Estado, coronel Zaqueu Barbosa, que atualmente está preso por conta de suposta participação no esquema criminoso.

Ela teria sido orientada pelo cabo da PM, Gerson Luiz Ferreira Correa Junior, que também foi preso por suspeita de participação nos grampos. Ao ser questionado sobre o depoimento da sargento, o governador afirmou que não teve acesso às declarações da PM.

Porém, ponderou ao comentar sobre as medidas que poderiam ser tomadas após o relato da policial. “Temos que entender que não podemos julgar as pessoas antes do devido processo legal. Não faço isso com base em delações, em depoimentos que são tomados, não sei em que sentido. Vamos analisar. O caso é gravíssimo e deve ser investigado como está sendo. Aliás, como fiz, recebi e entreguei ao Gaeco, imediatamente. O que o Gaeco fez não foi uma atribuição minha”, disse.

Taques descartou a possibilidade de suspender o secretário de Justiça e Direitos Humanos somente com base no depoimento de Andréia Pereira. “Suspeição é um procedimento judicial. Nem um pouco [de chance]. Não sei se eles cometeram esse fato”, mencionou.

Ele ainda assegurou que não chegou a cogitar uma possível demissão de Airton Benedito. "Em absoluto, não podemos demitir as pessoas com base em notícia de jornal”, limitou-se a comentar.

Além de Siqueira Júnior, o coronel Evandro Lesco, atual secretário-chefe da Casa Militar, foi citado nas investigações. Ele é suspeito de comprar um computador para armazenar as escutas.



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