Domingo, 25 de agosto de 2019 Edição nº 14747 02/06/2017  










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Taques admite mudanças em acordo

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem

O governador Pedro Taques (PSDB) admitiu a possibilidade de promover alteração na minuta do acordo firmado entre o Executivo Estadual e o Consórcio VLT, o qual visa à retomada das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande.

De acordo com ele, a Procuradoria e Controladoria Geral estão analisando todos os pontos do relatório elaborado pelos Ministérios Público Federal e Estadual, que emitiram parecer contrário ao acordo.

“Vejo que o relatório do Ministério Público não é contrário, em maneira alguma, ao acordo que firmamos. Eles sugerem algumas alterações e isso será feito. Procurador e controlador estão analisando o relatório para que possamos responder”, enfatizou.

Apesar disso, Taques não vê o relatório como contrário. “Quero expressar meu total respeito ao Ministério Público Estadual e Federal. Nosso relatório foi encaminhado a eles, justamente, para que pudessem fazer essas críticas. Veja a diferença entre a administração passada e a nossa. Quando iniciamos os estudos sobre o VLT, o MPE estava presente, fiz várias reuniões com promotor de justiça. Tudo foi acompanhado pelo MPE”, disse.

O principal ponto questionado pelos órgãos fiscalizadores diz respeito ao valor fixado no acordo para a retomada das obras. Conforme a minuta, o Governo do Estado irá desembolsar R$ 922 milhões para garantir a finalização do novo modal de transporte.

Deste montante, R$ 122 milhões seriam apenas porque o Executivo não levou em consideração a auditoria promovida pela KPMG, que concluiu que as obras podem ser concluídas em 19 meses.

A minuta, por sua vez, prevê a conclusão da obra em 24 meses. Conforme o relatório do MPF e MPE, este lapso temporal de cinco meses “significa R$ 122,7 milhões em acréscimos de valores ao total a ser englobado na proposta apresentada para o acordo”.

Com relação a isso, Taques afirma que o Ministério Público Estadual chegou a um valor semelhante. “No mesmo relatório tem documento que mostra que o MPE apontou valores, exatamente igual ao nosso. Mas a nossa equipe esta analisando para podermos dar uma resposta”, rebateu.

A obra do VLT foi iniciada em agosto de 2012. Na época, a previsão de entrega era junho de 2014, em decorrência dos jogos da Copa do Mundo em Cuiabá.

Devido a sucessivos atrasos em seu andamento, o Executivo Estadual fez um aditivo, prevendo o término para dezembro do mesmo ano. As obras, entretanto, foram paralisadas sob a alegação de que o Estado não realizou os pagamentos solicitados pelo consórcio, e se encontram paradas desde então.

Desde que assumiu o comando do Palácio Paiaguás, Taques vem buscando meios de garantir a retomada das obras. No mês passado, após cinco meses de negociação, o Governo e o Consórcio VLT firmaram um acordo, o qual prevê o pagamento de mais R$ 922 milhões por parte do Estado.

A previsão é de que as obras sejam concluídas em 24 meses.



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