Domingo, 21 de julho de 2019 Edição nº 14746 01/06/2017  










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Perri manda delegado Stringueta comandar investigações

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Stringueta será o responsável pela força-tarefa que investigará as interceptações telefônicas
Da Reportagem

O desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) Orlando Perri, determinou que o delegado da Polícia Civil Flávio Henrique Stringueta seja o responsável pela força-tarefa que investigará as interceptações telefônicas e quebras de sigilos no âmbito das Polícias Militar e Civil de Mato Grosso. A decisão foi proferida por Perri antes de ter entrado de férias.

A decisão tem como base os recentes levantamentos do Tribunal de Justiça de Mato Grosso em relação a decisões dos últimos três anos, que poderiam conter a prática de "barriga de aluguel" - isto é, quando números de pessoas comuns são listados como se pertencendo a alvos de investigações policiais - e dois procedimentos provenientes da "notícia crime", protocolada pela Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Mato Grosso (OAB-MT).

Perri também decretou o sigilo das investigações por conta de que pessoas com prerrogativa de foro privilegiado que são suspeitas de participação direta e indireta nos casos.

Stringueta deverá montar a sua equipe da força-tarefa ainda esta semana para iniciar as investigações.

Por meio de nota a Polícia Judiciária Civil disse que acatou a requisição do TJ paras que o delegado Stringueta investigue a questão dos grampos ilegais e que isso seguirá de maneira sigilosa.

Nos últimos dias, diversos documentos e informações foram encaminhados ao Tribunal de Justiça, além da correição já em andamento na Corregedoria Geral de Justiça (CGJ-MT), onde a desembargadora Maria Aparecida Ribeiro vem analisando se as decisões judicias, proferidas entre 2014 até maio deste ano, contém números telefônicos que não sejam de investigados.

Ele foi o responsável pela "Operação Querubim", que investigou as ex-servidoras estaduais Tatiana Sangalli Padilha e Caroline Mariano dos Santos. Ambas tinham vínculos estreitos com o ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques.

A suspeita, na época, era de que existia um plano arquitetado pelo ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro para por fim na vida do recém-eleito governador do Estado, Pedro Taques (PSDB).

Flávio Stringueta deixou a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) no início deste ano para atuar na Delegacia Especializada de Estelionato da Polícia Civil.

Segundo ele, sua remoção da GCCO foi feita de forma autoritária, para atender interesses pessoais e teria participação do secretário de Estado de Segurança Pública, Rogers Jarbas.

“As digitais do Secretário de Segurança Pública de MT aparecem reluzentes nessa redoma que encobre a real motivação para explicar o inexplicável, o que nos remete aos tempos negros da pior ditadura militar vividos neste país, condição de vida que até me dá saudades, onde os direitos da população eram extremamente limitados”, disse na época através das redes sociais.

Na última terça-feira (23), o ex-comandante-geral da PM, Zaqueu Barbosa e o cabo Gérson Luiz Correia Junior foram presos, em razão do Inquérito Policial Militar (IPM) que está em andamento na Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

Zaqueu e Gérson Correia Junior são apontados como os principais operadores do núcleo de escutas telefônicas clandestinas existente desde 2014 dentro do Comando Geral da Polícia Militar.

A denúncia foi oficializada à Procuradoria Geral da República (PRG) pelo promotor de Justiça Mauro Zaque, em janeiro deste ano, exatamente um ano e um mês após ter pedido demissão do cargo de secretário de Segurança Pública do Estado (Sesp).

Zaque alega que pediu exoneração do cargo após informar o governador sobre o caso e ter exigido a exoneração do ex-secretário Paulo Taques, do comandante geral da Policia Militar de Mato Grosso, coronel Zaqueu Barbosa e de outros policiais e o governador não ter aceitado.

Por sua vez, o governador Pedro Taques nega que tenha tido conhecimento dos fatos, e determinou ao secretário de Segurança Pública (Sesp), Rogers Jarbas, que investigue a denúncia. Jarbas já solicitou o fim do termo de cooperação entre a Sesp e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime (Gaeco) na utilização do sistema “Guardião”, responsável pelas escutas telefônicas.

Taques também decidiu realizar uma representação contra Mauro Zaque na Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) e no Conselho Nacional dos Ministérios Públicos (CNMP) por denúncia caluniosa, prevaricação e fraude em documentos públicos. (PR)



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