Quinta feira, 21 de março de 2019 Edição nº 14746 01/06/2017  










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Delegado e adjunta de Zaque comandaram operação

No depoimento da delegada Alana Cardoso ela diz que adjunta de Mauro Zaque e delegado Stringueta comandavam a central de escutas “paralela”

PABLO RODRIGO
Da Reportagem

O secretário de Estado de Segurança Pública (Sesp), Rogers Jarbas, encaminhou um ofício ao delegado geral da Polícia Civil, Fernando Vasco Spinelli, revelando que as interceptações telefônicas clandestinas no âmbito da Polícia Civil foram coordenadas pela ex-secretária-adjunto de Inteligência da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), delegada Alessandra Saturnino e pelo delegado Flávio Stringueta.

Pelo menos é o que consta os documentos encaminhados ontem (31) a tarde, logo após a indicação de Stringueta para coordenar a força-tarefa de investigação contra os grampos ilegais a pedido do Tribunal de Justiça (TJ).

O documento tem por base o depoimento da delegada Alana Darlene Souza Cardoso junto a corregedoria da Sesp que também investiga o caso. Em seu depoimento, Alana diz que Alessandra Saturnino que era adjunta do então secretário de Segurança Mauro Zaque, criou a central de escutas “paralela” dentro da própria secretaria.

“Sendo constituída uma força tarefa composta por integrantes das agências de inteligência da PJC, PM, Sesp e Sejudh, cuja coordenação ficou a cargo da delegada de polícia Alessandra Saturnino, à época secretária-adjunta de Inteligência, tendo as estações de trabalho e de monitoramento sido implantadas na Sesp”, diz trecho do depoimento de Alana.

Ela ainda explica que os números de Tatiana Sangalli Padilha e Caroline Mariano dos Santos (ambas ligadas ao ex-chefe da Casa Civil Paulo Taques) foram monitorados por dois terminais móveis no bojo da “Operação Forti”, sem que fosse produzido relatório técnico expondo os motivos das interceptações e sem que houvesse qualquer relação com atividades ilícitas por membros de organizações criminosas atuantes em presídios do Estado.

Alana ainda relatou que os áudios de Sangalli e Caroline foram separados dos demais áudios da “Operação Forti”, “se tornando uma operação paralela recebida a denominação ‘Pequi’, cujos áudios foram direcionados, via Guardião, a um único analista, Rafael Meneguini”, diz outro trecho do depoimento.

Alana Cardoso ainda confirma as suspeitas da juíza Selma Arruda de que a “Operação Querubim” – que investigou uma possível organização criminosa, vinculada ao ex-comendador João Arcanjo Ribeiro, tramava contra a vida do governador Pedro Taques (PSDB) – foi baseada em uma “história cobertura” criada pelo delegado Flávio Stringueta.

“Segunda Alana, após ouvir os áudios dos terminais (65) 9998-1122 e (65) 9208-6867, manteve contato com o delegado Flávio Stringueta, titular da CGGO”, e que Stringueta “alegou que soube dos fatos por meio de denúncia anônima realizada por meio de um orelhão público, quando, segundo consta, os fatos chegaram ao seu conhecimento por Alana, o que gerou, conforme amplamente divulgado na imprensa, a Operação Querubim”, diz outro trecho do documento.

A nossa reportagem entrou em contato com o delegado Flavio Stringueta e a delegada Alessandra Saturnino, mas os dois não foram localizados pela reportagem.



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