Segunda feira, 15 de julho de 2019 Edição nº 14746 01/06/2017  










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Governo quer grupo de trabalho para conter feminicídios

Da Reportagem

Mesmo com a redução de 37% no período 1º de janeiro a 21 de maio de 2017 em Cuiabá, e 58% em Várzea Grande, os dirigentes das forças de segurança pública estão preocupados com avanço nos crimes de homicídio praticados contra mulheres.

Para auxiliar no enfrentamento a esta modalidade criminosa, será criado pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) em conjunto com a Polícia Civil e Polícia Militar, um grupo de trabalho que irá discutir as estratégias e articular um planejamento integrado de atuação e combate a esses crimes.

“A Polícia Civil, por exemplo, pode ver pela Delegacia da Mulher de onde as vítimas haviam feito registro de ocorrência, quantas das vítimas tinham medidas protetivas e quantas não tinham”, comentou o secretário de Segurança Pública, Rogers Jarbas.

Um dos 12 assassinatos registrados na capital em 21 dias do mês de maio foi o da estudante de Direito Dinéia Batista Rosa, morta com tijoladas no último dia 20. Ela foi agredida pelo ex-namorado. O crime ocorreu no bairro Serra Dourada, em Cuiabá.

De janeiro a 30 de abril deste ano 24 mulheres foram assassinadas em Mato Grosso, 4 em Cuiabá e 2 em Várzea Grande. No mesmo período do ano passado foram 32 no Estado, 3 na capital e 6 em Várzea Grande.

A criação e a composição do grupo de trabalho vão ficar a cargo da Secretaria Adjunta de Inteligência da Sesp.

Conforme a Coordenadoria de Estatísticas e Análise Criminal da Sesp, 83% dos homicídios na capital foram cometidos com arma de fogo, 9% com objeto contundente e 8% com arma cortante ou perfurante.

Já em Várzea Grande, em 68% dos crimes houve uso de arma de fogo, 25% com arma cortante ou perfurante e 7% com objeto contundente.

O comandante regional de Várzea Grande, coronel Alessandro Ferreira da Silva, explica que por meio de abordagens, barreiras e blitzes, a Polícia Militar conseguiu retirar de circulação muitas armas de fogo ilegais.

Contudo, segundo o coronel, o percentual do uso de objetos cortantes "se deve a cidade ser ribeirinha e muitos usarem facas como ferramenta de trabalho. Pela característica da cidade cortada por rio, a gente vê muito casos assim”.

No período analisado, os bairros Santa Terezinha, Novo Paraíso e Aráes apresentaram mais casos de assassinatos com 3 registros, cada um, em Cuiabá. Já em Várzea Grande sete bairros apresentaram mais casos com 2 registros cada como Santa Maria, Ponte Nova e a região do Cristo Rei.

A maior parte dos crimes em Cuiabá foram cometidos no sábado e na terça-feira no período das 18 às 21 horas. Já em Várzea Grande no domingo, quintas-feiras e sextas-feiras das 18 às 21 horas e da meia-noite às 3 horas.

A delegada regional de Várzea Grande, Daniela Maidel, disse que os trabalhos têm sido feitos com inteligência policial, análise criminal, e integrado com a Polícia Militar nos pontos com mais ocorrência policiais tem surtido efeitos.

“Temos trabalhado especificamente nos pontos com mais ocorrências, com verificação e abordagens. Em relação aos homicídios nós vamos analisar as causas das ocorrências e trabalhar para manter os números em queda”.



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