Quarta feira, 17 de julho de 2019 Edição nº 14740 24/05/2017  










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Meirelles reafirma crescimento

Da Agência Estado - São Paulo

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que o Brasil voltou a crescer e vai continuar crescendo ao longo do ano. Ele ressaltou que tem notado preocupações dos agentes sobre os rumos da política econômica em meio à recente crise política, mas disse acreditar que existe consenso no País hoje de que esta política econômica de controle do gasto público e da inflação do governo de Michel Temer vai continuar.

A afirmação de Meirelles arrancou aplausos do auditório lotado do seminário da Associação Brasileira da Indústria de Construção de Base (Abdib), em São Paulo. Este foi o primeiro evento público do ministro desde o início da crise.

"Estamos engajados nas reformas e vamos continuar", afirmou Meirelles. O Brasil viveu momentos diferentes e circunstâncias políticas diferentes no passado recente, disse Meirelles, logo no início de sua apresentação.

O ministro citou a recessão de 2015 e 2016, causada por decisões erradas de política econômica do governo anterior. "Estamos saindo da crise", disse ele, ressaltando que o Brasil hoje tem condições diferentes hoje do que tinha há um ano.

Entre as melhoras do governo de Michel Temer, Meirelles citou a medida que estabelece um teto para a alta dos gastos públicos. "No Brasil, a crise política gera uma crise econômica quando gera incerteza sobre a orientação da política econômica no futuro."Meirelles ressaltou que o crescimento voltou no primeiro trimestre e a inflação está caindo, incluindo a de serviços. Essa queda da inflação deve aumentar o poder de compra dos brasileiros, disse ele, ressaltando que famílias e empresas se focaram nos últimos meses em reduzir seus passivos. "A retomada do crescimento é lenta porque as pessoas estão pagando dívidas."

O poder de compra, de acordo com o ministro, subiu 3% depois de muito tempo de queda.

PROJEÇÃO - Meirelles reafirmou que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no quarto trimestre deste ano será de 2,7% em relação ao mesmo período do ano passado, a despeito da crise política que tomou conta do País após as delações da JBS. "A média de crescimento do PIB em 2017 é de 0,5% porque caiu muito em 2016, mas o PIB marginal é bem maior".

De acordo com Meirelles, se comparado o último trimestre deste ano ante idêntico intervalo de 2016, o crescimento anualizado do PIB brasileiro será de 3,2%. Ele afirmou que quando o País passa por um período de queda, no ano seguinte sofre um carregamento negativo.

Ele comentou ainda sobre agenda de reformas em andamento no País Sobre as questões microeconômicas, a despeito da crise política, o ministro da Fazenda disse que há várias medidas em andamento que visam reduzir os spreads, diferença de quanto o banco paga para captar e quanto cobra para emprestar, como a implementação do cadastro positivo, duplicata eletrônica, regulamentação da letra imobiliária garantia (LIG), nova lei de recuperação judicial para empresas, dentre outras.

Meirelles ressaltou ainda que o governo trabalha com alguns mecanismos para que o mercado de capitais ajude a reduzir o 'spread' e aumente o financiamento privado na economia brasileira. "Há ainda medidas para a desburocratização", disse ele citando que o governo quer melhorar posição no ranking de facilidade de negócios do Banco Mundial. Uma das medidas, por exemplo, é facilitar a abertura e fechamento de empresas. Outra é facilitar as operações para o comércio exterior.



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