Domingo, 19 de maio de 2019 Edição nº 14740 24/05/2017  










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MT inicia colheita da sua ‘safrona’

Se a última estimativa do Imea se confirmar, serão mais 28 milhões/t do cereal, volume exclusivamente produzido em segunda safra. Trabalhos começaram antecipados


Colheita teve início na semana passada. Maior parte dela foi semeada até janeiro, após a soja precoce
MARIANNA PERES
Da Editoria

No último final de semana, as colheitadeiras voltaram à rotina em algumas regiões de Mato Grosso dando início à colheita da segunda safra estadual, com a retirada das primeiras toneladas de milho das lavouras. Conforme dados levantados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), dos 4,73 milhões de hectares (ha) cultivados nessa safra, cerca de 0,24% estava colhido.

A maior parte dessas lavouras foi semeada até janeiro desse ano e sucedeu as plantações de soja precoce. Ainda conforme o Imea, a colheita da safrinha de milho teve início no mesmo período do ano passado, ambas marcando um calendário antecipado em relação às safras anteriores. A diferença entre a safra 2017 e a 2016, é a inclusão da região nordeste que no ano passado, nesse período, ainda não havia dado a largada da colheita. Mesmo com registro de algumas chuvas desde a semana passada, os trabalhos no campo tiveram início no centro sul, médio norte e no nordeste.

No início de maio, o Imea atualizou sua estimativa de safra ao cereal, ajustando para cima as projeções de produção e produtividade ao milho safrinha de Mato Grosso, na quarta estimativa realizada. Se o campo for confirmando os números, Mato Grosso irá colher uma safra verdadeiramente histórica de milho, podendo somar mais de 28 milhões de toneladas do cereal, volume exclusivamente produzido em segunda safra. Os dados mostram que a produção reestimada acrescenta 9 milhões/t à safra 2015/16 e pode ser 47,13% maior que a do saldo anterior, em 19,09 milhões/t.

“Na nova previsão, é aguardada a produtividade média estadual de 98,8 sacas por hectare contra a estimativa anterior de 96,6 sc/ha. Se esses números se confirmarem, haverá um incremento anual no rendimento de 34,05%”, pontuam os analistas.

No comparativo de produtividade entre as regiões, as maiores médias estão sendo aguardadas neste momento nas regiões médio-norte e sudeste, ambas com expectativa de 100,9 sc/ha. Em seguida, a região oeste se destaca com a terceira maior produtividade estadual na nova previsão, com 99 sc/ha. Já as menores produtividades estão sendo aguardadas, neste momento, nas regiões norte e nordeste, com 89,5 sc/ha e 93,5 sc/ha, respectivamente. Apesar dos bons volumes pluviométricos em grande parte do Estado, a baixa incidência de luminosidade em alguns períodos de desenvolvimento da planta pode ser um limitador ao rendimento esperado. “Ainda assim, a expectativa de rendimento a campo na safra 2016/17 é otimista, com a consolidação das condições climáticas de maio sendo o fator-chave para a confirmação de volumes a campo ainda melhores”, destacam.

As chuvas que estão sendo registradas nos últimos dias podem interferir no processo de colheita. “Existem previsões de chuvas esparsas pelo Estado e dependendo de sua intensidade e duração, poderão atrapalhar esse início de trabalho em regiões com o cereal em ponto de colheita”.



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