Quarta feira, 17 de julho de 2019 Edição nº 14739 23/05/2017  










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Bovespa inicia a semana com queda Da Agência Estado – São Paulo

Da Reportagem

O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (BM&F Bovespa), Ibovespa, encerrou o dia com queda de 1,54%. O dólar, por sua vez, terminou o pregão cotado a R$ 3,27 na venda, com alta de 0,6%.

Ontem, dia em que a agência de classificação de risco Moody's informou o rebaixamento dos ratings (classificação é feita a partir de uma avaliação concedida pelas principais agências de classificação de risco) da JBS, as ações da empresa caíram 30% na Bovespa.

A Bolsa brasileira voltou a refletir o cenário de grande indefinição política e econômica. Foi intenso o noticiário em torno da crise envolvendo o presidente Michel Temer, que busca maneiras de articular sua permanência no cargo e garantir o avanço das reformas estruturais. O Índice Bovespa chegou a cair 2,74% no início da tarde, mas desacelerou o ritmo à tarde e terminou o dia em queda de 1,54%, aos 61.673,49 pontos Os negócios totalizaram R$ 12,2 bilhões.

Uma das notícias de maior destaque no período da tarde foi a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de somente julgar o pedido de suspensão da investigação contra Temer após a conclusão da perícia no áudio gravado pelo empresário Joesley Batista. Já a defesa do presidente entrou com um novo pedido no Supremo, desta vez para que o inquérito não seja mais suspenso. A defesa afirmou que se sentiu atendida com o deferimento do pedido para que fosse realizada a perícia no áudio.

Outro fato de repercussão no mercado foi o anúncio do presidente do PSDB e da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Tasso Jereissati (CE), e do relator da reforma trabalhista, Ricardo Ferraço (PSDB-ES), de que o parecer do projeto será lido normalmente na comissão nesta terça-feira, 23. Os senadores garantiram ainda que o calendário de tramitação da reforma está mantido.

A notícia da manutenção do cronograma, no meio da tarde, reduziu o ritmo de queda do Ibovespa, que rondava os 2%. Mas, apesar de conter o ímpeto vendedor de ações, não alterou significativamente a percepção de analistas e investidores.

As ações da JBS derreteram 31,34% e lideraram com folga as quedas do Ibovespa. Profissionais do mercado observaram um movimento grande de "stop loss" (interrupção de perdas), em meio a incertezas em torno da empresa e dos seus controladores. Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, somente exportadoras escaparam das perdas, devido à alta do dólar.

CÂMBIO - Após oscilações bruscas nos dois dias seguintes ao escândalo Temer x JBS, o mercado de câmbio teve um dia mais "normal", embora o cenário político tenha permanecido no topo das preocupações dos investidores. Após abrir mais pressionado, o dólar experimentou um alívio durante na tarde de ontem, mas ainda assim terminou com alta firme.

O dólar à vista no balcão subiu 0,60%, fechando a R$ 3,2716, após oscilar entre a mínima de R$ 3,2605 (+0,26%) e a máxima de R$ 3,3194 (+2,07%). O giro registrado pela clearing de câmbio da B3 foi de US$ 1,324 bilhão. O dólar futuro para junho avançava 0,51% por volta das 17h15, a R$ 3,2800. O volume de negócios era de US$ 21,509 bilhões. No exterior o dólar perdia terreno ante outras moedas emergentes e de países exportadores de commodities, como o rublo russo (-0,55%), a lira turca (-0,41%) e o dólar canadense (-0,18%).

Apesar das perdas, a Bovespa e a moeda norte-americana abriram a semana com oscilações menores que as da quinta-feira (18), o dia seguinte à divulgação da delação da JBS envolvendo o presidente da República, Michel Temer, e o senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Na ocasião, o Ibovespa chegou a cair 10,6% e foi acionado o circuit breaker. O mecanismo paralisa os negócios por meia hora quando a Bolsa tem quedas superiores a 10%. Na ocasião, a Bovespa terminou o pregão em queda de 8,8%. No mesmo dia, o dólar encerrou com alta de 7,9%.

Na sexta-feira (19) a Bovespa encerrou em terreno positivo, subindo 1,69%, e o dólar a R$ 3,28, caindo 3,9%.

Ibovespa volta a refletir incerteza política e cai 1,54%





Por Paula Dias, Álvaro Campos e Denise Abarca

São Paulo, 22 (AE) -

Embraer ON (+7,00%), Fibria ON (+6,99%) e Suzano PNA (+6,24%) foram as principais.



Petrobras ON e PN perderam 0,69% e 1,62%, respectivamente, mesmo com os preços do petróleo em alta no mercado internacional. Já Vale ON e PNA avançaram 2,46% e 2,76%, apoiadas na valorização do minério no mercado à vista chinês, que impulsionou as ações de mineradoras pelo mundo.



A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, informou que o pedido da defesa do presidente Michel Temer para suspender o inquérito contra o peemedebista será pautado para julgamento apenas após a conclusão da perícia nos áudios gravados pelos empresários da JBS. Porém, pouco após o anúncio de Cármen Lúcia, os advogados do presidente entraram com um novo pedido para que o inquérito contra o peemedebista não seja mais suspenso.



Outro fator que colaborou para o alívio no dólar à tarde foi a notícia de que o andamento da reforma trabalhista pode ser mantido no Senado.



Perto do fim da sessão na B3, o dólar futuro desacelerou ainda mais a alta, após o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmar que a reforma da Previdência deve começar a ser votada entre 5 e 12 de junho no plenário.



Juros - Após um alívio visto na sexta-feira, os juros futuros voltaram a fechar em forte alta hoje ainda pautados na incerteza do cenário político em decorrência das delações de executivos da JBS que envolvem o presidente Michel Temer. Ao final da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para julho de 2017 (260.450 contratos) fechou com taxa de 10,559%, de 10,544% no ajuste de sexta-feira.



A taxa do contrato de DI para janeiro de 2018 (353.720 contratos) subiu de 9,670% para 9,745% e a do DI janeiro de 2019 (556.335 contratos) subiu de 9,97% para 10,23%. A taxa do DI janeiro de 2021 (357.065 contratos) avançou de 11,17% para 11,55%.



Durante o final de semana, o mercado tentou assimilar os acontecimentos recentes, mas permanece a dúvida quanto às condições de governabilidade se Temer, de fato, continuar no cargo, uma vez que ele reiterou que não vai renunciar.



"Como vai ser? Temer está tentando mostrar clima de normalidade e que é capaz de tocar a agenda de reformas, mas o apoio político se enfraqueceu", disse Renan Sujii, estrategista de renda fixa da Upside Investor.



O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em teleconferência com investidores e clientes do banco JP Morgan, admitiu hoje que a crise política deflagrada na semana passada pode atrasar a agenda econômica de reformas "em algumas semanas".



A taxas estiveram pressionadas desde a abertura, tendo desacelerado levemente a alta por alguns momentos na última hora da sessão regular, acompanhando o dólar e após a informação de que o calendário da reforma trabalhista está mantido.



O mercado também chegou a se acalmar um pouco depois dos leilões de compra e de venda de títulos públicos no começo da tarde.



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