Quarta feira, 17 de julho de 2019 Edição nº 14739 23/05/2017  










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Silval procurou JBS para pagar dívida

Segundo o empresário Wesley Batista, Silval estava desesperado para quitar uma dívida de R$ 7,5 milhões.

JBS
Segundo o empresário Wesley Batista, Silval estava desesperado para pagar dívida de R$ 7,5 milhões.
RAFAEL COSTA
Da Reportagem

O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) se utilizou do prestígio e poder conferido pelo cargo para se socorrer junto a JBS Friboi para quitar uma dívida de R$ 7,5 milhões e assim pôr fim a ameaças que vinha sofrendo dos devedores.

Em depoimento à Procuradoria Geral da República (PGR), nos autos do termo de colaboração premiada, o empresário Wesley Batista, um dos sócios proprietários do grupo JBS, revelou que Silval Barbosa lhe procurou desesperado pedindo apoio financeiro para pagar uma dívida.

“Ele me ligou desesperado pedindo que eu o ajudasse porque a pessoa o estava ameaçando. Queria receber o dinheiro que tinha emprestado a ele”, declarou.

De acordo com o depoimento, Wesley Batista disse que Silval Barbosa contraiu um empréstimo financeiro por meio de um empresário, que por sua vez, fez empréstimo em um banco para conseguir a quantia desejada pelo peemedebista.

“Ele me procurou apavorado dizendo que eu tinha que ajudá-lo a pagar essa dívida. Coincidentemente, nós tínhamos comprado uma transportadora dessa mesma pessoa para quem ele devia o dinheiro. Nós pagamos a dívida do Silval com o empresário e esse valor acabou abatido no negócio da transportadora”, explica.

O empréstimo em questão foi contraído com a empresa Carol Mila Agropecuária Ltda. Sediada em Colíder, a empresa recebeu R$ 7,5 milhões através da compra maquiada de caminhões pela rede de frigoríficos.

NADAF E TRIMEC – Segundo o empresário Wesley Batista, a NBC Consultoria, empresa de propriedade do ex-secretário de Estado Pedro Nadaf, a Trimec Construções e Terraplanagem Ltda., e uma empresa de Rondônia emitiram notas fiscais com falsa prestação de serviço para encobrir o pagamento de propina do grupo empresarial JBS Friboi ao ex-governador Silval Barbosa (PMDB) no período de 2011 a 2013.

A propina que girou aproximadamente em R$ 30 milhões foi paga graças a concessão de um crédito tributário de ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) em favor do grupo JBS Friboi, o que foi alvo de questionamentos do Ministério Público Estadual (MPE) no Tribunal de Justiça.

Porém, a ação civil pública culminou em uma devolução de dinheiro da JBS Friboi no valor de R$ 360 milhões em dezembro de 2015. O TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) foi homologado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Deste montante, R$ 261 milhões eram relativos a dívidas fiscais pendentes e outros R$ 99,2 milhões como devolução aos cofres públicos por incentivos fiscais indevidos.

De acordo com o depoimento do empresário Wesley Batista, os pagamentos de propina foram autorizados mensalmente com a participação de Nadaf e de Demilton Antônio de Castro, um dos diretores da JBS.

O valor pago mensalmente correspondia a aproximadamente R$ 800 mil para cada uma das três empresas. Em um ano, foi alcançada a quantia de R$ 30 milhões necessárias pela JBS para pagar a propina ao ex-governador Silval Barbosa no período de 2011 a 2013.

Só a empresa de Nadaf emitiu uma nota no valor de R$ 200 mil.

“O Pedro Nadaf levava o Demilton, que é um colaborador que vai ser ouvido, levava a lista de pagamentos, de contas que eram pra ser feitas. O Demilton passava para o doleiro e o doleiro já mandava direto para estas contas. Nós não temos o registro de para quem eram estas contas”, afirmou Batista.

Wesley Batista ainda citou que a ex-secretária da Federação Mato-Grossense do Comércio (Fecomércio), Karla Cintra, recebeu propina atendendo a uma missão dada por Pedro Nadaf.



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· Eu pensava que este Nadaff era coreto.   - João Souza
· ESSA É A POLITICA BRASILEIRA CORRUPTA,PO  - MIGUEL




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