Sábado, 15 de junho de 2019 Edição nº 14739 23/05/2017  










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MT precisa de 10 mil doadores

Da Reportagem

Estatísticas mostram que todos os anos cerca de 10 mil pessoas são diagnosticadas com leucemia e outras doenças do sangue. Para elas, a esperança de vida é o transplante de medula óssea. Porém, a chance de encontrar uma medula compatível pode chegar a uma em cem mil.

Em Mato Grosso, conforme dados da Secretaria de Estado de Saúde (Ses/MT), existem aproximadamente 38 mil doadores cadastrados Registro Brasileiro de Doadores de Medula Óssea (Redome). Entretanto, ainda são necessários outros 10 mil doadores para ampliar e diversificar o acesso ao banco de dados e garantir assim uma chance maior de salvar vidas.

A medula óssea é um tecido líquido-gelatinoso que ocupa o interior dos ossos, sendo conhecido popularmente por “tutano”. Na medula óssea são produzidos os componentes do sangue, como as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas. O transplante de medula óssea é recomendado a pacientes com doenças que afetam as células do sangue, como leucemias, anemia aplástica e linfomas.

O transplante é a substituição da medula óssea doente por uma saudável. Com isso, o organismo do paciente transplantado passa a produzir novas células da medula óssea e do sangue. A doação é um ato de solidariedade e pode ajudar pacientes que têm o transplante como única chance de cura. É mais fácil encontrar um doador compatível na população do paciente. Por isso, quanto maior o número de brasileiros cadastrados, maiores as chances dos pacientes.

Para ser doador de medula óssea é preciso ter entre 18 anos e 55 anos de idade, porém quanto mais jovem maior o tempo de permanência no banco nacional de doadores, destacou a assessora de direção do MT-Hemocentro de Cuiabá, Cleoni Silvana Kruger. “Por essa razão é que precisamos realizar a campanha de chamamento de novos doadores, todos os anos, para manter o cadastro ativo por mais tempo”. O assunto será discutido na manhã de hoje, em audiência pública, na Assembleia Legislativa (AL).

Conforme Kruger, quem está no cadastro e mudou de endereço ou de contato telefônico, precisa atualizar os seus dados cadastrais, para manter-se ativo no Redome. O MT-Hemocentro conta com um espaço específico para atender aos doadores de medula, que na unidade de Captação de Doadores, na Rua 13 de Junho, no Porto. Também há uma na unidade de coleta do pronto-socorro, que fica na Rua General Vale, bairro Bandeirantes. Não há custos financeiros e nem risco de saúde para o doador de medula óssea.

Além disso, a Ses providencia o credenciamento no Redome de 16 unidades de saúde no interior, junto ao INCA – Instituto Nacional do Câncer, para ampliar o acesso do doador ao banco. “Precisamos ampliar a representatividade de doadores, especialmente entre os quilombolas e indígenas, e aumentar a chance de vida para os receptores que precisam da medula óssea e que estão na fila de espera”, enfatizou. (JD)



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