Domingo, 28 de maio de 2017 Edição nº 14737 19/05/2017  










CRISE EM BRASÍLIAAnterior | Índice | Próxima

Parlamentares de MT defendem saída de Temer

Maior parte dos parlamentares de Mato Grosso defende a saída do presidente da República após delação da JBS

ARQUIVO
Termelétrica de Cuiabá, no centro da gravação entre Joesley Batista e o presidente Temer
RAFAEL COSTA
Da Reportagem

Após vir a tona que o presidente da República Michel Temer (PMDB) é suspeito de ter dado aval a um dos donos da JBS Friboi a pagar mesada de R$ 500 mil mensal ao ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para manter-se em silêncio após ser preso pela Polícia Federal na Operação Lava Jato, os três senadores de Mato Grosso adotaram posturas distintas.

O senador José Aparecido dos Santos, o Cidinho (PR), avalia que, uma das alternativas se a saída de Temer se concretizar, é permitir que um amplo acordo envolvendo a Câmara dos Deputados e o Senado Federal escolha um mandatário que dê segurança ao país.

Na avaliação do parlamentar, o caminho mais seguro seria deixar a condução do país sob a responsabilidade de algum representante do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Tudo tem que ser analisado com tranquilidade. É uma alternativa, mas não dá para avaliar em um momento de tantas incertezas”, disse.

Cidinho diz ainda que está preocupado com a estabilidade econômica do país e teme que uma nova crise política atrapalhe a recuperação da economia.

Ainda mais agora que lentamente dá sinais de recuperação após amargar anos de recessão profunda na gestão da ex-presidente da República Dilma Rousseff (PT) que culminou no atual quadro onde 13 milhões de brasileiros estão desempregados conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Deve existir um esforço da classe política para evitar que a economia seja contaminada. As reformas essenciais ao país têm que ser conduzidas pelo Congresso Nacional. Não podemos ficar a mercê destes últimos episódios”, completou.

O vice-líder do governo no Senado, senador José Medeiros (PSD) afirmou que deixou a função e defende a renúncia do presidente Michel Temer se comprovada a veracidade de que assegurou mesada a Eduardo Cunha. “Estamos esperando justamente as provas para tomar a decisão, em se confirmando a delação, ficará insustentável. Uma alternativa é uma eleição direta, mas depende da discussão no Congresso”, disse.

Por meio da assessoria de imprensa, o senador Welington Fagundes informou que estava incomunicável, pois estava em companhia dos senadores Valdir Raupp e Acir Gurgacz numa expedição definida pela Comissão de Infraestrutura do Senado nas rodovias BR-364 em Rondônia.

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), informou pelo Facebook que estava na Arábia Saudita e postou o seguinte comentário:

Estou atento às notícias sobre os acontecimentos no Brasil. Voltamos a vivenciar uma crise política, no momento que começávamos a vencer a crise econômica. Vou esperar informações oficiais, mas, não podemos desanimar. Continuo colocando esforços para que o Brasil volte a crescer. O trabalho é árduo, mas sempre que me vejo nesses momentos de crise, recordo do que meu pai André Maggi me dizia: não há crise que resista ao trabalho. Portanto, temos que olhar para frente e continuar a lutar por melhorias. Vamos manter a esperança e o foco!

CÂMARA - O presidente do diretório estadual do PSDB, deputado federal Nilson Leitão, defende a renúncia do presidente da República Michel Temer (PMDB) se ficar comprovado que o peemedebista articulou com diretores da JBS Friboi o pagamento de uma mesada mensal de R$ 500 mil ao ex-deputado Eduardo Cunha para permanecer em silêncio após ser preso na Operação Lava Jato.

“Se for comprovada a situação fica insustentável. O PSDB já está de saída da base do presidente Michel Temer”, disse.

O parlamentar ainda ressaltou que pela Constituição Federal, se Temer renunciar, caberá ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), assumir por 30 dias e convocar eleições indiretas pelo Congresso Nacional.

Diante disso, defende que os substitutos imediatos que são o presidente da Câmara e o presidente do Senado abram mão para a terceira na linha sucessória, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Carmén Lúcia assuma a presidência da República e conduza o processo de eleições indiretas.

“É a maneira mais legítima de proceder diante deste cenário de crise com a população”, afirma.

O deputado federal Adilton Sachetti (PSB) defendeu a renúncia de Temer. “Se comprovada a denúncia não tem mais como esse governo se sustentar. Só espero que as reformas essenciais ao país prossigam”.

O deputado federal Ságuas Moraes (PT) classificou Temer de “golpista” e defende a renúncia de Temer e eleições diretas para pacificar o país.

“Está devidamente comprovado que Temer obstruiu a Justiça e só um presidente devidamente eleito pela população tem condições de reerguer o país”.

O líder da bancada, deputado federal Victorio Galli (PSC) disse que aguarda as explicações de Temer.

“É uma situação muito grave, mas exige cautela diante do momento crítico em que vivemos. Vamos aguardar a divulgação do áudio e as explicações do presidente”.

A reportagem entrou em contato com os deputados Ezequiel Fonseca (PP), Fábio Garcia (PSB), Valtenir Pereira e Carlos Bezerra, ambos do PMDB, mas as ligações não foram atendidas.



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· Tudo conversa fiada desses políticos. Co  - Wilson




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