Domingo, 28 de maio de 2017 Edição nº 14737 19/05/2017  










CHACINA EM COLNIZAAnterior | Índice | Próxima

Juiz aceita denúncia contra 5 suspeitos

Os suspeitos são acusados, pelo MPE, de matarem nove pessoas na gleba Taquaruçu do Norte, em Colniza

ARQUIVO
Local onde aconteceu a chacina no dia 19 de abril, com a morte de 9 pessoas
ALINE ALMEIDA
Da Reportagem

O juiz Ricardo Frazon Menegucci, da Vara de Colniza, acolheu a denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual (MPE), tornando réus cinco suspeitos da chacina em Colniza que resultou na morte de nove pessoas no dia 19 de abril. Com o recebimento da denúncia na última quarta-feira, Valdelir João De Souza, vulgo “Polaco Marceneiro”, Pedro Ramos Nogueira, vulgo “Doca”, Paulo Neves Nogueira, Ronaldo Dalmoneck, vulgo “Sula”, e Moisés Ferreira de Souza, vulgo “Sargento Moisés” ou “Moisés da COE”, vão responder por homicídio triplamente qualificado, mediante surpresa, tortura e emboscada.

O magistrado decretou ainda a prisão preventiva de Valdeir e Moisés. Os cinco denunciados, conforme as denúncias do Ministério Público Estadual integram um grupo de extermínio denominado “os encapuzados”, conhecidos na região como “guachebas”. Eles seriam contratados com a finalidade de praticar ameaças e homicídios. No caso da chacina, o crime aconteceu na Linha 15, na gleba Taquaruçu do Norte em Colniza e resultou na morte de nove pessoas. A denúncia aponta que Pedro, Paulo, Ronaldo e Moisés, cometeram o massacre a mando de Valdelir.

Na decisão o magistrado aponta que há indícios da materialidade dos crimes, reforçados pelos depoimentos de testemunhas. Também em depoimento, foi confirmada a milícia. Testemunhas apontam que Valdelir, em conjunto com os demais réus, praticava violência contra as pessoas que estavam na região a fim de garantir a exploração de uma atividade econômica.

“Reporto ao fato de que os réus cruelmente torturaram as vítimas dos homicídios, com o intuito de deixar uma mensagem bem clara para quem contrariasse os desígnios do grupo. Tal mensagem por si só já seria o bastante para intimidar as testemunhas. Ademais, se em tese ceifaram nove vidas para supostamente garantir a exploração de uma atividade econômica, é possível concluir que também o fariam com vistas a sair incólumes da presente instrução processual", confirma trecho da decisão.

DEFESA - Ricardo Spinelli, advogado de defesa de Valdelir João de Souza (conhecido como “Polaco Marceneiro”), emitiu nota na última quarta-feira, negando que a acusação do MPE seja verdadeira. Na nota o advogado frisa que a empresa GA Indústria Madeireira e Cedroarana Ltda., esclarece que o Sr. Valdelir João de Souza é sócio fundador de tais empresas, “estando a frente há mais de 15 anos, onde nunca compactuou com qualquer tipo de ilícito, sempre agindo dentro da lei e nunca tendo respondido a processo de qualquer natureza”.

Os fatos, segundo advogado, não correspondem com a verdade e tudo será devidamente esclarecido, dentro do devido processo legal, “afirmando pela inocência do Sr. Valdelir João de Souza, pois não cometeu qualquer tipo de infração, confiando na justiça deste país, onde a verdade será restabelecida”, reforça nota.

No caso da prisão preventiva, o advogado Spinelli disse que ainda não teve acesso aos autos, mas que deve entrar com pedido de Habeas Corpus. O cliente de Spinelli ainda continua foragido e não deve se apresentar a justiça.

DENÚNCIA – Na denúncia o MP afirma que o grupo de extermínio percorreu nove quilômetros onde foram matando com requintes de crueldade todos que encontravam pelo caminho. O grupo utilizou arma branca e arma de fogo. Vítimas foram mortas com diversos golpes de arma branca, teve as mãos amarradas para trás e foi degolada. A motivação dos crimes seria a extração de recursos naturais da área.



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