Quarta feira, 20 de março de 2019 Edição nº 14737 19/05/2017  










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Lei Maior

O impacto provocado pelas denúncias de integrantes do grupo JBS é devastador, tanto no meio político quanto no econômico, como indica a reação inicial do mercado financeiro. Até mesmo pela gravidade da crise, porém, é mais importante que nunca manter a serenidade.

O cenário é de turbulência, mas o país, que já enfrentou situações semelhantes, tem uma Constituição a ser seguida, uma imprensa livre e instituições funcionando. O Banco Central agiu com esse espírito ao garantir que atuará para manter a funcionalidade e a liquidez num dia tenso para os mercados.

O país tem condições de assimilar a situação aos poucos. Os brasileiros, empresas e organizações não podem ficar paralisados, nem perder de vista a relevância das reformas. Se isso ocorrer, o custo final será ainda mais alto, sobretudo para os desempregados.

A informação de que o presidente Michel Temer foi gravado avalizando a compra de silêncio do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no caso da Lava-Jato choca os brasileiros e ainda precisa ser devidamente avaliada pelos órgãos competentes. Pela sua gravidade, porém, as denúncias divulgadas pelo jornal O Globo colocam o país numa situação de imprevisibilidade que põe em teste o poder das próprias instituições e diante da qual é preciso seguir, acima de tudo, a Constituição.

A democracia do Brasil tem meios e maturidade para lidar com situações que exigem a correta interpretação da Lei Maior. É nesses pilares da democracia que os brasileiros precisam confiar até que haja mais clareza sobre os fatos.

Independentemente dos esclarecimentos que ainda se fazem necessários, um aspecto é inequívoco: as delações de integrantes do grupo J&F, dono da marca JBS, jogam uma verdadeira bomba no âmbito de um governo que, já enfraquecido pelo envolvimento de uma parcela expressiva de seus integrantes nas denúncias da Odebrecht, vinha levando adiante reformas importantes para tirar o país da crise. Os riscos se ampliam ainda mais pelo fato de as acusações envolvendo dinheiro vivo atingirem, além da administração petista, também o presidente do PSDB, Aécio Neves, um dos avalistas do governo Temer.

Num país debilitado sob o ponto de vista político e econômico, o risco é o de que o teor das delações abale a base de apoio no Congresso, dificultando ou inviabilizando as reformas. E é justamente isso o que políticos comprometidos com a estabilidade do país têm o dever de evitar.

Neste momento de incertezas, a sociedade precisa confiar na capacidade de discernimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do Supremo Tribunal Federal (STF), a quem cabe definir qual o encaminhamento de fatos tão estarrecedores para a nação.



A democracia do Brasil tem meios e maturidade para lidar com situações que exigem a correta interpretação da Lei Maior



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