Sexta feira, 24 de maio de 2019 Edição nº 14733 13/05/2017  










Anterior | Índice | Próxima

Temer e a História

Um ano depois de assumir a Presidência, Michel Temer exibe um saldo de reformas positivo, como o teto de gastos e a do Ensino Médio, em um país avesso a mudanças. São, porém, reformas insuficientes e que não permitem celebrações. Com as reformas da Previdência e trabalhista ainda em marcha lenta, o governo Temer tem o enorme desafio não só de aprová-las como de lançar as bases para um país que ponha para trás os tropeços éticos e a leniência com a coisa pública. Para isso, é preciso endereçar uma reforma política urgente que redefina o financiamento das campanhas e a multiplicação de partidos. É preciso uma reforma tributária para simplificar o cipoal de impostos e taxas que atormentam empresas e cidadãos. É preciso uma reforma profunda do Estado para fechar ou vender estatais inúteis e transferir para a livre-iniciativa serviços hoje caros e ineficientes. É preciso ainda uma revolução na segurança e nos presídios, a partir da liderança do governo federal, antes que o ovo da serpente do extremismo ressurja nos desvãos de um eleitorado justificadamente assustado com a criminalidade.

Para chegar ao poder, o ex-vice de Dilma Rousseff apostou em uma aliança com o Congresso, orgulhando-se de supostamente ostentar a maior base de apoio da História recente do país. A reforma da Previdência — fundamental, mas já desfigurada — e a proximidade da eleição de 2018 foram suficientes para abalar os alicerces dessa relação.

O tempo corre. Michel Temer terá, nos próximos um ano e sete meses, a chance de entrar para a História como o presidente que recolocou o Brasil no caminho da confiança e do crescimento. Mas, para isso, terá de tomar decisões ainda mais difíceis e enfrentar renovados desgastes antes que a frágil travessia se transforme em naufrágio. Para acelerar as reformas, Temer precisa neutralizar as pressões e vencer a guerra da propaganda, decisiva para convencer um Congresso de viés populista a aprovar medidas duras, mas necessárias para o futuro. Nessa queda de braço, reside a maior dificuldade do primeiro ano de governo, já às voltas com a inabilidade nata de comunicação do presidente. Temer não soube ou não conseguiu explicar que as reformas não serão capazes de convertê-lo em alegria das massas, mas de tornar o ar mais respirável para a economia e a sociedade que serão herdadas por seu sucessor, seja lá quem ele ou ela forem.



Temer terá, nos próximos um ano e sete meses, a chance de entrar para a História como o presidente que recolocou o Brasil no caminho do



Anterior | Índice | Próxima

Comentários Deixe aqui sua opinião sobre esse assunto




20:27 OAB cobra explicações do Governo sobre suposto grampo
20:27 Eduardo Botelho diz que saída de Paulo Taques não ‘muda nada’
20:27 Taques disse que recebeu denúncia de Mauro Zaque
20:26 Taques nega ter mandado fazer grampo
20:25 TCE nega recebimento de propina


20:25 Nadaf acusa TCE de receber propina
19:53 85% devem gastar menos com presente
19:52 IMAMT busca resistência ao bicudo
19:52 Estudo revela que o Brasil lidera produtividade mundial
19:52 23% têm perfil de ‘bons pagadores’
Cuiabá
Min: 18°
Max: 36°

TOPO | PRIMEIRA PÁGINA | ÚLTIMAS NOTÍCIAS | POLÍTICA | ECONOMIA | CIDADES | POLÍCIA | ESPORTES
BRASIL | MUNDO | DC ILUSTRADO | CUIABÁ URGENTE | EDITORIAIS | ARTIGOS | AZUL | TEVÊ | E-MAIL
Diário de Cuiabá © 2018