Quarta feira, 21 de agosto de 2019 Edição nº 14727 05/05/2017  










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Pecuaristas cobram reinvestimentos

Da Redação

A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) pede que os recursos arrecadados por meio do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) sejam melhor aplicados em infraestrutura logística e que o destino do tributo seja compartilhado com os contribuintes, os produtores rurais. A cobrança foi feita ontem, durante reunião do Conselho Diretor do Fethab com governo estadual e demais representantes do setor produtivo para avaliar a aplicação dos valores recolhidos. Em 2016, a pecuária de corte destinou, via Fethab I e II, R$ 104 milhões, 36% a mais do que estava previsto para o ano.

O Fethab é a contribuição do agronegócio com o governo estadual e tem por finalidade investimentos em logística e habitação. De acordo com governo do Estado, nos dois últimos anos foram realizados 1.430 km de asfalto, entre obras de construção e reconstrução e repassado o montante de R$ 509 milhões para as 141 prefeituras.

Apesar dos investimentos, o presidente da Acrimat, Marco Túlio Duarte Soares, destaca que ainda há muito a ser feito e que a precariedade das estradas está comprometendo o escoamento da produção. “Estivemos percorrendo algumas regiões do Estado que estão com sérios problemas de tráfego, como a MT-322, MT-208 e MT-183. Sabemos das dificuldades econômicas, o produtor aceitou aumentar sua parcela de contribuição, mas não está vendo os recursos serem aplicados em totalidade para sua finalidade”, enfatiza Marco Túlio.

O Fethab foi criado em 2.000 no com objetivo único e exclusivo de financiar obras de infraestrutura de estradas e habitação. Ao longo dos anos, a lei foi sofrendo alterações e novas atribuições foram dadas ao recurso. Ano passado, após acordo entre o governo estadual e o setor produtivo, foi instituído o Fethab II, uma nova contribuição do setor produtivo com destinação para infraestrutura logística.

Com a criação deste novo recurso, a pecuária de corte aumentou sua contribuição, que passou de R$ 61,25 milhões para R$ 104 milhões, um aumento de 69% após o Fethab II.



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