Domingo, 13 de outubro de 2019 Edição nº 14727 05/05/2017  










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Potencial mato-grossense é de R$ 67 bi

Estimativa aponta um incremento anual de 6,6% na projeção, porém, se confirmada, MT manterá a mesma 15ª colocação do ranking nacional de 2016


Quase um terço, do aparente ganho anual sobre o potencial de consumo, será gasto para pagar contas fixas como água, luz e aluguel
MARIANNA PERES
Da Editoria

O potencial de consumo em Mato Grosso pode atingir em 2017 a cifra de R$ 67,60 bilhões, cerca de 6,6% a mais que a mesma estimativa realizada para o ano passado que projetou para 2016 um potencial de R$ 63,44 bilhões. Se os números atuais se confirmarem, Mato Grosso será o 15º estado com maior potencial de consumo do país, sendo o terceiro do Centro-Oeste, atrás de Goiás (8º), Distrito Federal (12º) e a frente de Mato Grosso do Sul (16º).

Apesar da aparente movimentação financeira que no primeiro momento pode agradar o varejo, o levantamento mostra que quase um terço da projeção (28,5%) será utilizada para o grupo classificado como ‘manutenção do lar’, aquele que reúne despesas fixas das famílias, como com aluguéis, impostos, luz-água-gás, o que em cifras equivale a R$ 17,08 bilhões do total estimado para 2017. Outros 20,2% vão para ‘outras despesas’ e 11,3% para alimentação no domicílio. Os dados fazem parte do estudo IPC Maps que aferiu o potencial de consumo do Brasil, detalhando gastos por classe social, zona urbana e rural e para onde o orçamento será direcionado.

Dos mais de R$ 67,60 bilhões estimados para serem movimentados na economia estadual, pouco mais de R$ 14 bilhões serão originados na capital, Cuiabá, que aparece entre os 50 maiores municípios com potencial de consumo, porém, é a 39ª colocada, atrás de Brasília (3ª), Goiânia (9ª) e Campo Grande (16ª).

Ainda considerando o total de consumo previsto para o Estado em 2017, R$ 67,60 bilhões, mais de 50% do valor estão concentrados em dez municípios, que pela ordem são, conforme ranking do IPC Maps: Cuiabá (R$ 14,04 bilhões), Várzea Grande (R$ 5,76 bilhões), Rondonópolis (R$ 5,29 bilhões), Sinop (R$ 3,13 bilhões), Tangará da Serra (R$ 2,35 bilhões), Sorriso (R$ 2,12 bilhões), Lucas do Rio Verde (R$ 1,71 bilhão), Primavera do Leste (R$ 1,45 bilhão), Cáceres (R$ 1,42 bilhão) e Nova Mutum (R$ 1,10 bilhão).

No potencial de consumo por categoria, as classes ‘B’ e ‘C’, lideram a previsão de gastos no Estado. Dos R$ 67,60 bilhões, R$ 25,24 bilhões virão da classe ‘B’ e outros R$ 21,66 bilhões da classe ‘C’. A zona urbana será responsável por R$ 59,89 bilhões do total previsto em gastos e a zona rural por outros R$ 7,71 bilhões, cifras que juntas dão a totalidade da previsão do potencial de consumo para o Estado em 2017.

Mato Grosso, conforme a projeção, representa 1,60% do consumo nacional, que conforme o IPC Maps, está projetado em 2017 em R$ 4,2 trilhões. Serão gastos R$ 300 bilhões a mais que em 2016, indicando crescimento real estimado em 0,42%.

ANÁLISE - O fenômeno da interiorização no consumo que percorre o Brasil alcança 70,15% de tudo que será consumido pelos brasileiros em 2017, pouco acima de R$ 2,9 trilhões, já considerando o atual cenário de retração econômica nacional. O estudo mostra que esse fenômeno não é novo, e que vem se evidenciando desde 2015 quando a movimentação do consumo fora das capitais bateu os 70%. Atualmente, resta às capitais estaduais pouco menos de 30% (próximo de R$ 1,3 trilhão), uma participação que por longos anos espelhava mais da metade do consumo nacional.

Focando a renda nas mãos do consumidor, os dados analisados pelo IPC Maps indicam não só que a movimentação de recursos evoluiu pelas cidades interioranas, como também o estudo mostra um diferencial na criação de novas empresas acompanhando uma alternativa ao empreendedorismo no País. De acordo com o responsável pelo estudo, Marcos Pazzini, “este cenário pode contribuir para se traçar um novo horizonte de oportunidades competitivas para a economia, impulsionando a ocupação da mão-de-obra e o consumo por produtos e serviços”.

Esta análise é resultado da compilação dos dados de potencial de consumo dos municípios do interior dos Estados, em comparação com o consumo nas capitais, usando informações do IPC Maps entre 2016 e 2017.

“O potencial de consumo das famílias brasileiras é estimado em R$ 4,2 trilhões. Aqui já considerados uma expectativa de crescimento positivo de 0,42% e um índice de inflação IPCA de 4,36%”, reforça Pazzini.

A população registra 207,7 milhões de pessoas, mais da metade residentes no interior das cidades: 85% residentes em domicílios urbanos. A renda per capita urbana é de R$ 22.193,36, enquanto a área rural tem uma projeção de R$ 9.437,37.

O estudo IPC Maps se baseia em dados secundários, atualizados e pesquisados através de fontes oficiais de informação como as do IBGE, utilizando metodologia própria, em uso há mais de 20 anos.



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