Segunda feira, 22 de abril de 2019 Edição nº 14726 04/05/2017  










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Ampliação depende de licença ambiental

Aterro tornou-se um verdadeiro “lixão” e recebe diariamente uma média de 600 toneladas de lixo por dia

DINALTE MIRANDA/DC
Diariamente, cerca de 150 catadores atuam no ‘lixão’ em Cuiabá, saturada desde 2008 e sem previsão de uma área maior.
ALINE ALMEIDA
Da Reportagem

A instalação de uma nova área para o aterro sanitário de Cuiabá ainda segue indefinida. A ampliação de mais de 60 hectares do atual aterro ainda depende de licença ambiental para ser liberado os trabalhos. Enquanto isso, o aterro que se tornou um verdadeiro “lixão” continua acumulando dejetos. O atual aterro recebe diariamente uma média de 600 toneladas de lixo por dia e tem em média a presença de 150 catadores diariamente.

A assessoria de comunicação da Prefeitura de Cuiabá informou que o processo de melhoramento com ampliação do aterro consiste numa nova célula de lixo. Mas que a licença ambiental ainda não saiu para início dos trabalhos. “Como medida paliativa, foi realizado um processo licitatório para a contratação de maquinário que ajudam na manutenção do local”, confirmou a assessoria.

Segundo o município a área está localizada na estrada Balneário Letícia, s/nº, Quilombo, próximo à Lagoa Bonita, Garimpo do Mineiro, e possui cerca de 60 hectares. O novo anexo corresponde apenas um terço é ocupado atualmente. O custo operacional é de cerca de R$ 500 mil/mês. “Está sendo estudada concessão operacional do aterro através de uma Parceria Público-Privada (PPP). Já foram realizadas algumas audiências públicas e, neste momento, o processo está em fase de análise”, frisa.

O atual aterro encontra-se saturado desde 2008, mas, desde então, a Prefeitura Municipal opta por soluções paliativas, como a construção de células e áreas abertas em regime emergencial. No final do ano passado foram realizadas duas audiências públicas para apresentação do Estudo e do Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) para construção do novo depósito.

Para a escolha, foram levados em consideração critérios de distância de centro urbanos ou núcleos habitacionais, aeroportos, vilas públicas, zoneamento e corpos de água. A região é conhecida como Várzea do Quilombo, próximo à Lagoa Bonita, Garimpo do Mineiro, e conta com 63 hectares. A área foi escolhida pelo fato de apresentar menor impacto ambiental, proximidade e também por economicidade, uma vez já pertence ao município, não precisando de aplicação de recursos na compra de terreno.

A possível concessão operacional do aterro, a chamada parceria pública privada (PPP) também é estudada. O edital da PPP ainda deve ter data definida para ser lançado. O custo operacional está previsto em R$ 1,2 bilhão ao longo de 30 anos. A empresa escolhida vai operar o aterro, sendo responsável pelo processo de resíduos sólidos da capital, assim como apresentar o destino final deste lixo, como a reciclagem, criando-se estrutura de serviço para os catadores.



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