Quarta feira, 22 de maio de 2019 Edição nº 14726 04/05/2017  










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Trabalhadores dos Correios rejeitam acordo

Os 1.600 funcionários dos Correios em Mato Grosso continuam em greve desde semana passada

DINALTE MIRANDA/DC
Agência dos Correios na Praça da República, dentro de Cuiabá: fechada
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem

Os trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos de Mato Grosso (ECT) rejeitaram por unanimidade, na última terça-feira (2), a proposta feita pela direção da estatal na tentativa de encerrar a greve iniciada no dia 24 de abril passado. No país, 26 dos 36 sindicatos que representam a categoria decidiram manter a paralisação por tempo indeterminado.

A assembleia dos trabalhadores ocorreu após o presidente dos Correios, Guilherme Campos, reunir-se com os representantes sindicais na última segunda-feira (02). Porém, na avaliação dos funcionários, a proposta da empresa não trouxe avanços.

"O que saiu não dá para ser considerada uma proposta. Sequer revogaram a suspensão das férias e continuam o ataque ao plano de saúde, definitivamente continua levando a discussão para o TST (Tribunal Superior do Trabalho) para tentar retirar a cláusula 28 que prevê o plano de saúde e só retira se o sindicato e a federação fizerem uma contrapartida que envolva mensalidade e nós sabemos que isso é impossível. E, em relação a concurso público, nada foi falado", disse o presidente do Sintect/MT, Edmar Leite.

A proposta apresentada previa a revogação, por 90 dias, da medida que suspendeu as férias dos empregados, e das novas implantações de medidas operacionais como a Distribuição Domiciliária Alternada (DDA), CDD centralizador, entrega matutina e Organização das Atividades Internas (OAI). Tais medidas seriam negociadas em comissão a ser formada com essa finalidade.

Quanto ao plano de saúde, segundo os Correios, os sindicatos poderão apresentar uma contraproposta. Caso houvesse acordo com a empresa, os Correios retirariam a solicitação de mediação que haviam feito junto ao TST. Já com relação aos dias parados, a empresa se comprometeu em realizar o desconto apenas referente à sexta-feira passada (28). Os outros dois dias deveriam ser compensados pelos trabalhadores.

A categoria alega que enfrenta um plano deliberado de sucateamento da estatal usado pelo governo federal perante a opinião pública para justificar uma privatização da empresa. Por conta desse desmonte, conforme a categoria, as correspondências chegam cada vez mais atrasadas nas residências da população. Por isso, a principal reivindicação é a realização de concurso público.

No Estado, segundo o sindicato, a empresa conta com 1.600 funcionários. No entanto, há um déficit de 400 carteiros, 120 operadores de triagem e 100 atendentes. Na semana passada, direção dos Correios informou que não há previsão de concurso e alegaram que fechou os últimos dois anos seguidos com prejuízo de cerca de R$ 2 bilhões em cada ano e mais de 60% das despesas da empresa referem-se a pessoal: o efetivo hoje é de 117 mil trabalhadores, sendo 60 mil carteiros.

Os Correios garantiram ainda que vêm adotando medidas para a recuperação da empresa, como a revisão dos principais processos operacionais, a revisão das despesas e a modernização da estrutura e dos serviços. Ao mesmo tempo, continuam realizando investimentos para melhorar as condições de trabalho. "Só em 2016, foram investidos mais de R$ 200 milhões nesse objetivo", destacou. Também afiançou que não existe hoje nenhum projeto de privatização dos Correios. Ainda ontem à tarde estava prevista uma mediação no TST.



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