Sexta feira, 24 de maio de 2019 Edição nº 14726 04/05/2017  










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Um livro infanto-juvenil sobre Cândido Rondon

Da Redação

A trajetória do sertanista e militar Cândido Mariano da Silva Rondon é narrada, de forma lúdica aos jovens, pela professora do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Daniela Freire. O livro “Jeri Kurireu: O menino que se reinventou” está com o lançamento marcado nesta sexta-feira (5) – data de nascimento de Rondon – no Sesc Arsenal, às 19h30. De uma forma simples e dialógica, mostra o caminho percorrido pelo personagem, seus valores, seus desafios, contradições e sua busca.

“A obra é uma narrativa que analisa a trajetória de vida do Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, levando em consideração a perspectiva das crianças e adolescentes. Caracteriza-se por ser um convite à reflexão sobre os valores que orientaram a infância, a adolescência e a vida adulta de Rondon, destacando a dimensão ética de sua relação com os povos indígenas e as transformações que sofreu, à medida que vivenciava os desafios que a vida lhe impôs logo na tenra idade”, explica a professora.

Conforme a editora Maria Teresa Carrión Carracedo, o livro integra a coleção infanto-juvenil da Entrelinhas Editora dedicada a biografia de personalidades mato-grossenses, com ilustração da artista plástica e publicitária Daniele Dias.

O livro relata como um menino de uma pequena localidade no interior do Brasil alcança uma das posições mais destacadas na história do mundo. Considerado pelo Instituto de Geografia de Nova Iorque um dos cinco maiores exploradores do planeta, Rondon foi indicado ao prêmio Nobel da Paz em três ocasiões (1925, 1953 e 1957), sendo a primeira delas por ninguém menos que o físico alemão Albert Einstein, “em reconhecimento à sua postura antirracista e pelo pioneirismo na luta para abolir as diferenças entre as nações indígenas e a cultura dos colonizadores, sejam eles militares, religiosos, fazendeiros, mineradores, seringueiros”, destaca a autora, no livro. São muitas as homenagens que este mato-grossense recebeu, dando seu nome a uma cidade, como Rondonópolis, em Mato Grosso, a um Estado, Rondônia, e até mesmo ao meridiano 52, o Meridiano Rondon.

A professora Daniela Freire também é coordenadora do Grupo de Pesquisa em Psicologia da Infância (GPPIN) e integra o corpo docente do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE).



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